quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Livro: A lenda da imortalidade da alma: Taciano

 Refutação: • Taciano, o Sírio (120-180)

O mortalismo cita Taciano como ensinando a mortalidade da alma, a inseparabilidade da alma e do corpo. E isso seria mais um exemplo de um pai da Igreja contra a imortalidade da alma.

De fato, Taciano afirma que na morte o ser não existe, que a imortalidade foi perdida pelo pecado, e que a alma não pode aparecer sem o corpo e o corpo não pode ressuscitar sem a alma, o que é considerado um “golpe fatal no dualismo grego”, onde a alma não poderia existir fora do corpo e manter a consciência.

A doutrina de Taciano era que existe espírito em todas as coiss, mas há diferença entre os espíritos (cap. 11). E no capítulo 12, contra a doutrina grega. Taciano afirma que a alma é mortal.

De fato, ele ensinou a morte da alma, e que também a imortalidade foi perdida pelo pecado original, mas a sua doutrina não era tão simples como acima foi apresentada, nesse resumo feito a partir do livro mortalista.

Quando ele diz que a alma receberá imortalidade, e afirma que na morte os homens não recebem poder mais eficaz, mas deixam de existir, ao mesmo tempo ele afirma que existe a alma, que é separável do corpo, e que há possibilidade de que a alma não morra com o corpo. Seria então que alguns conseguiram tornar sua alma imortal?

Sendo Taciano um herege, ele pode ter vários pensamentos e doutrinas que não concordam com a Igreja, e não têm relação com o que pensavam os cristãos em sua época.

No caso, Taciano pensava na “morte” da alma, e isso, portanto, era uma heresia. Temos aqui um exemplo que não depõe contra a doutrina da imortalidade da alma, mas que serve para realçar o fato de que a Igreja ensinava justamente isso, e não é o fato de Taciano ensinar diversas doutrinas particulares que prova que tal era a crença geral.

Santo Ireneu condenou a heresia dos encratistas, que eram contrários ao matrimônio, que negavam a salvação de Adão, e inclusive cita Taciano, que foi herege, não seguindo os exemplos de São Justino (cf. Contra as Heresias, I, 28, I).

No entanto, Taciano afirmava que os ímipios receberão “pena na imortalidade” ou “morte na imortalidade”, ou seja, que não morrerão. Assim, ele cria na mortalidade da alma, mas não cria que os ímpios ressuscitados voltariam a morrer.

Mas, ainda, o que é interessante, na obra Discurso contra os gregos, ele afirma que a alma “é também capaz de não morrer”, e que aqueles que possuíram o conhecimento de Deus, não podem morrer: “Por outro lado, não morre, por mais que se dissolva com o corpo, se adquiriu conhecimento de Deus.” Ou seja, se o ímpio morreu, ainda que o corpo seja corrompido e se desfaça, ele não morre, pois a alma continua existindo e viva.

Os capítulos 14 e 15 da obra de Taciano explicam o fato de os demônios não poderem morrer facilmente. Ele ensina que a alma deve estar ligada ao Espírito Santo, pois isso foi perdido. Ele afirma que alma possui muitas partes, e só aparece com o corpo, e o corpo não pode ressuscitar sem a alma.

Ele afirma que os demônios irão manter sua imortalidade quando forem punidos. Eles irão “morrer”, mas “morrendo continuamente mesmo enquanto eles vivem”, ou seja, é uma morte espiritual, não literal, uma metáfora para a condenação dos demônios.

Ainda, ele afirma que, ao contrário das heresias gregas que ensinam que somente a alma possuirá a imortalidade, ele afirma que o corpo “também” a possui. E quando fala da ressurreição, Taciano usa a expressão “ressurreição de corpos”.

Gledson Meireles.

sábado, 6 de janeiro de 2024

Livro: A lenda da imortalidade da alma - refutação sobre o fogo eterno

Refutação: O “fogo eterno”

O autor do livro mortalista reconhece que as passagens claramente falam de um fogo eterno, que não se apaga, mas preocupa-se em frisar que nessas passagens não há as palavras tormeno eterno e consciente. A primeira simples resposta que deve vir à mente é que o fogo não faz sentido ser eterno se não há consciência. A segunda é que para que o fogo eterno tenha o sentido de algo que acabou, já que ficou completa sua ação, que foi finalizada, isso deve ser provado pelo contexto imediato, e, também, por outras passagens, pela doutrina bíblica sobre a questão, e pela teologia referente ao assunto. Mas, pelo contrário, tudo é claro de que existe de fato o tormento eterno pelo fogo, de maneira consciente, como está claro na expressão fogo eterno.

O fogo como metáfora, a exemplo de Isaías 34, 9-10, que diz que os ribeiros de Edom pegarão fogo para sempre, não serve para refutar o fogo do inferno. Da mesma forma outra passagens aludidas. De fato, tudo o que se diz tem sua acepção simbólica que indica algo literal por trás. Não se deve literalizar uma passagem simbólica.

Ainda, a terra de Edom ficou desabitada, e é curioso que o fogo eterno não diz que atormentará seus habitantes, mas que destruirá a cidade. É uma figura do castigo. E mais, os texto que tratam do inferno indicam o castigo eterno em comparação com a vida eterna, o que mostra que há existência de réprobos e salvos, onde uns experimentam tormento e outros vivem a felicidade. É uma cena diferente.

As refutações feitas ao mortalismo nos respectivos contextos onde aparecem as expressões fogo eterno e fogo que não se apaga já explicam o motivo dessas expressões denotarem de fato o inferno eterno.

Quanto à interpretação do inferno como Hades, o qual será lançado no Lago de Fogo após a ressureição, pode-se responder, segundo a doutrina católica, que o inferno é o hades, que é o mesmo que lago de fogo. Contudo, o significado do Hades no Apocalipse (Ap 20, 13-14), quando se refere à sua destruição no Lago de Fogo, é de Morte, ou seja, ali está se referindo à Morte, que será destruída, aniquilada mesmo, já que não é algo pessoal, tangível, consciente, mas um estado que surgiu por causa do pecado, não existindo mais, pois está sendo personificada ou objetivada nessa passagem.

O Lago de Fogo é o lugar do castigo, o inferno, mas o Hades como Morte não pode sofrer castigo, sendo tudo isso um simbolismo para o fim da morte. Não há na teologia católica a diferenciação entre inferno atual (Hades) e inferno final (Geena) como se encontra nos textos imortalistas protestantes, referidos no livro mortalista, e postos em discussão.

Para a doutrina católica o Hades é o inferno, como está na parábola do rico e do Lazáro, o que é uma prova clara, e assim é o mesmo que Geena, que é o Lago de Fogo, que são apenas nomes diversos para a mesma realidade.

Para isso, basta perceber que o Hades em Ap 20, 13-14 é a morte que atinge todos os seres humanos, a não o lugar de castigo dos ímpios, enquanto que em outras passagens se refere ao castigo, como o referido texto em Lucas 16.

E quanto à ira de Deus, ela é eterna para os réprobos, e em relação ao povo de Israel, que tem a promessa, esse nunca esteve sobe a ira eterna, mas somente provisória, por vezes na história, o que explica o texto. Assim, no perdão, a ira acaba. Não seria igual se se dissesse que a ira de Deus sempre termina, levando ao universalismo, para o perdão de todos os réprobos, o que não aparece na Bíblia em nenhum lugar.

Quando se diz que aion é usado para significar algo que dura até certo tempo, mas que quando se refere a Deus ou ao destino eterno dos salvos e ímpios significa de fato “para sempre”, é preciso discernir que aí só falta provar que castigo é o tormento, e não a destruição ou aniquilamento, o que já está feito em várias passagens. Dessa forma, o fogo eterno é o tormento eterno.

O fogo eterno seria o fogo que não se apaga até que complete sua função. Eis o argumento mortalista. Mas, como já estudado em tópico respectivo, a ideia do fogo devorador sempre está no contexto de uma destruição instantânea, e não é esse o momento do castigo eterno, como já explicado em tantas passagens.

Portanto, o fogo do inferno, como está nos evangelhos, é de fato eterno e atormenta os réprobos conscientes.

As provas do inferno já estão dadas no presente estudo, e não há porque entender as metáforas bíblicas literalmente, como se um fogo que queimou uma cidade no passado esteja queimando literalmente até os dias de hoje. Isso de fato é bastante pacífico para os cristãos. Dessa forma, o fogo do inferno indica o tormeno eterno pelas muitas razões já apresentadas em tópico apropriado.

A imagem simbólica do fogo que queima os cadáveres dos ímpios condenados em Isaías 66, 24 também já foi explicado, e trata-se de uma metáfora que mostra como os ímpios sofrerão no inferno, e não literalmente que os corpos permanecerão queimando para sempre. Literalizar isso é um erro.

E se o Eclesiástico 28, 26-27 afirma que o fogo consumirá sem se apagar é porque o fogo eterno não se apaga mesmo, pois o livro inspirado contem palavras claras que servem para esclarecer passagens menos claras. Assim, o mais provável não é que o fogo se apague assim que os cadáveres sejam totalmente queimados, mas que existe um fogo que realmente não se apaga para atormentar os condenados. Por esse motivo, o fogo que não se apaga é o mesmo que o fogo eterno expresso no evangelho.

O fogo queimará os ímpios de modo a não consumi-los, ainda que não sejam glorificados, pois se trata de um fogo espiritual, literal, mas certamente diverso do que há na terra. Então, a doutrina do fogo eterno não é diabólica e aberrante, mas bíblica.

Gledson Meireles.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Livro: A lenda da imortalidade da alma: refutação do item sobre Mt 25:46

Refutação: • O “castigo eterno” de Mateus 25:46

A palavra kolasin traduzida por imortalistas como “castigo” ao invés de “tormento”, daria ao argumento mortalista alguma força? A resposta mais simples é não, já que mesmo na doutrina imortalista ambas as traduções podem ser feitas, enquanto que para o mortalismo apenas a tradução como “castigo ou punição” podem ser usadas, já que tormento é um substantivo que aniquilaria a doutrina mortalista.

Após mostrar vários dicionários que traduzem o termo como castigo, o autor mortalista afirma: “Como se nota, kolasin tem muito mais a ver com extirpar alguém da vida do que com sofrimento contínuo e consciente.”.

Se o sentido de tormento é tirado e afastado do significado de kolasin, então isso afetaria até mesmo a doutrina mortalista que crê no tormento proporcional que esse castigo comporta. Então, não há refutação nenhuma por parte do mortalismo quando se argumenta com base no significado de kolasin.

Outro argumento é que o sentido mais apropriado para tormento deveria ser expresso pelas palavras kakopatheo, odin, ponos  e  pathema, com exemplos de textos: (1Pe 1:11; 2Tm 2:3; Tg 5:10; Mt 24:8; Ap 21:4).

Além do mais, na Concordância de Strong, número 2851, define a palavra como correção, sendo que kolasis significa, entre outras coisas, tormento: castigo, punição, tormento, talvez com a ideia de privação. A ideia de tormento é lembrada com 1 João 4, 18: “porque o temor envolve castigo”, na tradução da Bíblia Ave Maria. Certamente, o sentido mais claro é que o temor envolve tormento, pois é o que se sente quando há temor. Dessa forma, não é certo que o termo nunca tenha o sentido de tormento na Bíblia ou na literatura secular, como argumenta o autor do livro.

A palavra castigo é usada na tradução tanto de Mt 25, 46 quanto de 1 João 4, 8, o que mostra que não há viés doutrinário por parte dos tradutores católicos.

De fato, temor envolve já um tormento, o medo do castigo. Antes do castigo já há sofrimento pelo temor. E seria estranho que a Concordância de Strong disponibilizasse o sentido de “tormento” se esse não existisse.

O contraste constante entre vida e morte é uma realidade. A vida eterna e a morte eterna. Assim, o castigo final seria a morte eterna. Mas, como vimos em tantas e tantas objeções, não se pode dizer que a morte final seja inexistência, mas que comporta de fato um castigo, um tormento eterno.

De fato, é interessante o argumento que diz o seguinte: o homem morrerá uma só vez e depois disso haverá o juízo, como ensina Hebreus 9, 25. Para o mortalismo os ímpios morrem duas vezes. Para o imortalismo, os ímpios morrem literalmente uma vez e não mais, pois a segunda morte é uma metáfora para o castigo do tormento eterno, e não mais uma separação da alma e do corpo.

O verso 2 Ts 1, 9 já foi explicado, e contradiz o aniquilacionismo, já que a “destruição” é a “separação da presença do Senhor”, o que denota existência, pois os ímpios sofrerão por não estarem com o Senhor. E a palavra pipto, como mencionada na livro, usada para perder, significa cair, em sentido literal e metafórico.

O termo olethros é o número 3639 na Concordância de Strong. E aparece com o sentido de apollumi em 1 Tm 6, 9 “ruína e destruição” (olethron e apoleian) são usadas como intercambiáveis, como tendo mesmo sentido, o sentido interligado.

Um exemplo usado no livro para ilustrar a destruição completa e tentar refutar a ideia de tormento eterno é o seguinte:

“Para usar um exemplo didático, imagine se eu estivesse muito irritado com o meu celular e dissesse que vou destruí-lo para sempre. Com certeza ninguém em sã consciência entenderia que eu irei quebrá-lo de novo e de novo, dia após dia por toda a eternidade, mas que irei destruí-lo de tal modo que não sobrará mais nada – o celular estará permanentemente destruído.”

Diante disso, podemos dizer, com a Bíblia, que o castigo “dia e noite” (cf. Ap 14, 11), por esse mesmo raciocínio, não pode significar destruição completa e inexistência, pois a própria definição de algo que dura dia e noite, ou como diz o exemplo didático acima, “dia após dia” é o contrário de destruição completa.

De fato, quem padece a segunda morte nunca mais voltará à vida porque não poderá estar com Deus, que é a verdadeira Vida. Tudo em sentido metafórico, e não como morte significando intexistência.

A morte eterna não significa inexistência, pois não poderia haver tormento eterno, como fumaça que sobe eternamente, e que não há descando dia e noite, como está em Ap 14, 10-11, o que prova que a morte eterna, ou segunda morte, não é uma morte como a física, mas um castigo que separa o ímpio da vida de Deus.

A existência sem Deus não é vista como “vida” na Bíblia, e por isso está refutado esse argumento mortalista. A vida eterna é uma existência em felicidade com Deus, e a morte eterna é a infelicidade do lago de fogo, que é o inferno.

Gledson Meireles.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Livro: A morte da morte na morte de Cristo, de John Owen - argumento 2, capítulo 30.

 II.  Cristo veio salvar todos os pecadores, não somente alguns deles

John Owen tenta refutar essa doutrina de que Cristo veio salvar a todos os pecadores. Afirma que a Bíblia não coloca exceção ou restrição sobre as pessoas pelas quais Cristo morreu, pois isso seria contradição. Entretanto, apenas que uma parte da Bíblia interpreta outra, e entende que “todos” tem a ver somente com os eleitos.

Então, o reformado crê que Cristo morreu por todos, utilizando a mesma linguagem bíblica, porém interpretando isso como sendo “todos” no sentido restrito de igreja, eleitos, ovelhas, crentes, de toda sorte, de toda raça, de todas as nações e línguas.

É preciso dizer que isso não é o que a Bíblia afirma. Quando dizemos que cremos que Cristo morreu por todos, a palavra todos quer dizer literalmente todos os homens e mulheres, sem exceção. O reformado entende que todos quer dizer todos os eleitos. É uma fundamental diferença que o reformado tem para si interpretando de maneira diversa as passagens bíblicas que claramente ensinam a redenção universal.

Owen afirma que o argumento dado muda apenas de aparência, sendo o mesmo de antes. Também, que proposições indefinidas são tornadas universais. Por exemplo, Owen não crê que Cristo morreu pelos pecadores no sentido que morreu por todos os pecadores, mas apenas pelos pecadores eleitos, como esclarecido acima. Podemos ver que isso é forçar as Escrituras, já que sendo essas proposições indefinidas, elas são naturalmente universais, pois do contrário as Escrituras seriam claras ao restringir todas essas passagens somente aos eleitos.

Para provar sua asserção, Owen cita Romanos 4, 5 onde está escrito que Deus justifica o ímpio. Isso seria prova de que Deus não justifica todo e qualquer ímpio. Mas o problema é que a Bíblia está afirmando o que Deus faz ao justificar alguém, que é um ímpio, sempre sendo um ímpio, sem exceção. Isso está na Vontade de Deus, que justifica o pecador, seja ele qual for, sendo assim essa justificação aberta a todos. É isso que a passagem está afirmando, no seu sentido, não apenas nas suas palavras, como Owen exige que seja feito segundo as regras corretas de interpretação bíblica. Assim, mas um argumento refutado.

Quando é dito em João 3, 19 que os homens amaram as trevas, não sendo todos os homens, Owen está correto em trazer esse exemplo, mas erra ao torná-lo igual aos anteriores que mostram que Cristo morreu por todos. Isso porque em João 3, 19 podemos ver pelo contexto que esses homens que não creram foram muitos e não todos, pois são os que praticam o mal, e não os que praticam o bem, como está em João 3, 21. Mais um exemplo refutado.

Quando diz em João 1, 10 que o mundo não conheceu Cristo, também o contexto está claro que não é a todas as pessoas que a afirmação está se referindo, fazendo uma alusão à raça judaica que não aceitou a Cristo em contraposição aos que podem crer no Nome dEle, v. 12, que são todos, pois todos possuem essa possibilidade de crer, o que está aberto a todos e cada um dos seres humanos sem exceção. Dessa forma, o terceiro exemplo de Owen também está refutado.

Ainda, segundo 1 João 5, 19 todo o mundo jaz na iniquidade. O próprio verso já afirma que há pessoas que não estão na iniquidade: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todos jaz sob o Maligno”. Então, as palavras “mundo todo” já estão explicadas no contexto, aliás, no próprio versículo, ou seja, o mundo está sob o poder do Maligno, mas não os que são de Deus, os que crêem em Cristo.

Essas “proposições indefinidas”, como Owen explica, são entendidas no seu contexto, e, portanto, os quatros exemplos citados estão refutados (Rm 4, 5; Jo 3, 19; Jo 1, 10; 1 Jo 5, 19). As proposição que tratam da morte de Cristo por todos estão explicadas no contexto, demonstrando que se referem de fato as toda e qualquer pessoa sem exceção.

No terceiro argumento de Owen, ele afirma que “todos” tem a intenção de dizer que são os pecadores e o mundo, pelos homens pecadores em diversas gerações, mas não um coletivo universal, que acredita ser um sofisma e falso.

Para isso, acredita que as passagens que falam de “todo o seu próprio povo” ou dos “filhos de Deus dispersos pelo mundo inteiro” explicam que todos se referem restritamente a esses que estão salvos.

No entanto, nada mais confuso, já que cada sentença chamada indefinida possui em seus respectivos contextos sua acepção de coletivo universal, e por isso cada vez que um pecador se converte, ou seja, é convertido por Deus, pode dizer claramente que foi salvo, que foi amado por Deus, que Cristo morreu por ele.

Se os textos de Romanos 3, 10.19.20.23 ensina algo claramente, é que Cristo morreu de fato por todos os pecadores. Basta ver que no v. 10 está escrito que não há justo, não há sequer um, o que é entendido como referente a todos, como uma prova do pecado original que atingiu toda a raça humana a partir de Adão. Então, todos quer dizer toda e qualquer pessoa.

O verso 19 afirma que “o mundo inteiro seja reconhecido culpado diante de Deus”, o que significa de fato o mundo inteiro sem exceção de ninguém. De fato, não há como alguém não ser considerado culpado, e, portanto, “mundo inteiro” é, como as palavras claras dizem, de fato o mundo inteiro, com todas as pessoas sem nenhuma exceção.

A justiça de Deus é para todos os fieis pois “todos” pecaram e estão destituídos da glória de Deus, afirma, o verso 23, o que novamente é prova do pecado original, que atinge toda e qualquer pessoa. Desse modo, quem crê é justificado. Deus justiça quem tem fé em Cristo (Rm 3, 26). Essa é uma proposição que está aberta a todos, e todos sem exceção, como fica claro pelo contexto.

Dessa forma, aqui em Romanos 3, 1-23, se faz a aberta da salvação a judeus e pagãos, a circuncisos e incircuncisos, de modo que não há exceção de ninguém. Sendo assim, mais um argumento Owen que cai por terra.

Gledson Meireles.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

O natal e as raízes judaicas

As raízes judaicas da fé cristã estão todas na santa Igreja Católica Apostólica Romana, basta fazer uma análise mais séria e admitir o fato. Assim, é preciso entender que as práticas católicas, sua liturgia, seus ensinamentos, são o conjunto da revelação de Cristo, que levou o judaísmo à sua plenitude.

Dessa forma, é um equívoco pensar que, por exemplo, para ser judaico é necessário continuar a observar o sábado do sétimo dia, a distinguir as carnes para a alimentação como era feito no AT, a observar a Lua Nova, a Páscoa da libertação do Egito, os Pães Ázimos, as Primícias, o Pentecostes como dia da entrega da Lei de Deus, as Trombetas, o Dia da Expiação, os Tabernáculos e o Purim. Tudo isso foi parte da fé verdadeira, sendo tudo cumprido e levado à perfeição, continuando na sua essência no que é feito no Catolicismo, com suas festas, sacramentos e liturgia, na Nova Aliança.

Basta pensar na Páscoa cristã católica, no Pentecostes, na festa da Ascenção, do Natal do Senhor, da Apresentação,  nos sacramento da Eucaristia e da Penitência, por exemplo, que verá que tudo tem origem judaica, sendo a fé judaica para os dias de hoje, e não a manutenção da fé antiga, que já foi cumprida, tornando-se para hoje obsoleta, mantendo apenas sua beleza e sendo encontrada nas Sagradas Escrituras para nosso entendimento do que estamos vivendo hoje e do que esperamos segundo as promessas de Cristo.

Aquelas festas apontavam para Cristo, sendo cristocêntricas, mas as festas atuais são igualmente cristocêntricas, com a diferença de que aquelas já ficaram no passado, como ensina a Bíblia, e essas continuam no presente. Dessa forma, não há necessidade de imolar um cordeiro como parte da liturgia cristã.

O argumento da naturalidade das comemorações, e o argumento contra a falácia do apelo ao silêncio são muito bons, e por isso está de acordo com a fé católica, que responde sempre com a Bíblia, a história e a razão ao que muitos objetam contra algo ensinado na santa Igreja.

A explicação de que "eventos importantes podem gerar novas comemorações" é muito católico, e o autor está expressando essa verdade muito bem, e sendo verdade é algo que está na doutrina católica, bastando perceber as tantas comemorações que temos no ano litúrgico para engrandecer a Deus. É algo de raiz judaica essa prática de comemorar liturgicamente verdades belas e espirituais para louvar a Deus.

Sobre a questão de Deus dar uma data e a Igreja comemorar outra, como sábado-domingo, citado no texto, basta que a argumentação continue sendo feita como está, bem bíblica e racional, com os dados bíblicos, históricos, racionais, etc, usando bem o bom senso, os dados sempre bem concatenados, que essa questão também é resolvida facilmente.

Ainda, o belo argumento de comemorar Jesus o sol da justiça (Ml 4, 1-6) é bastante católico. O autor pode continuar assim, e certamente vislumbrará muitas verdades que ainda não conhece.

Obs.: este artigo foi feito em consideração ao texto de Davi Caldas, Sobre o Natal e as raízes judaicas, em sua página do facebook.

Gledson Meireles.




domingo, 24 de dezembro de 2023

Feliz Natal

 Feliz e santo natal a todos.

Livro: História das Heresias: afirmações feitas no estudo do nestorianismo

 

No livro de Roque Frangiotti, História das Heresias: século I a VII – conflitos ideológicos dentro do cristianismo, o autor afirma que até o século V não havia “um culto oficial” à virgem Maria, mas apenas “atos de veneração” que foram aos poucos surgindo, e que São Gregório Nazianzeno parece ter sido o primeiro a ensinar a orar a Maria, citando Oratio 21, 10s.

Santo Agostinho teria sido quem contribuiu definitivamente para que um culto “sem receio” fosse dado à virgem Maria, quando ensina que Maria foi a única isenta do pecado original. Cita a obra De natura et gratia (Sobre a natureza e a graça).

Um sínodo em Alexandria teria aprovado oficialmente esse culto em 430, e somente em 431 foi selado definitivamente o tipo de culto e o lugar de Maria na Igreja Católica.

Esse tipo de apresentação é de fato idêntico em essência àquilo que os protestantes ensinam sobre a mariologia, como se tudo ocorresse de modo controverso e tardio. Certamente foi isso o que o padre José Eduardo percebeu e não cedeu à apresentação de uma afirmação do livro, lida por um pastor no debate, ainda que se tratasse de uma obra católica. De fato, muito do estudo católico contemporâneo faz diálogo e concorda com teses protestantes, ainda que em desacordo com a história bastante sólida sobre os mesmos pontos defendidos na tradição da Igreja. É possível encontrar tais coisas em obras católicas atuais.

E, ao que parece, isso é verdadeiro sobre o livro em questão, já que muito de obras protestantes são nele citados, como temas da histórica da Igreja de W. Walker, autor protestante.

Os estudos católicos, por sua vez, mostram que o culto mariano possui raízes no primeiro século, sendo as catacumbas de Roma valiosos testemunhos desse culto, mostrando inúmeras pinturas da virgem Maria, em locais de destaque, com o significado claro de Maria intercessora da Igreja Católica. Com isso, também, a reflexão teológica que vez ou outras aparecem nas obras católicas do século segundo em diante mostram o papel preponderante da virgem Maria na teologia, confirmando o que se encontra na arqueologia. Dessa forma, afirmar que o “culto oficial” veio séculos depois, e “atos de veneração” foram surgindo aos poucos, é algo que pode levar a incompreensões importantes.

É claro que a doutrina se desenvolve, e que as decisões dos concílios provocam certas mudanças, e que a liturgia demora séculos para incluir certas orações e temas e comemorações, o que não é o mesmo que dizer que a realidade não existia antes. Assim, a virgem Maria sempre foi cultuada, e esse culto foi crescendo a ponto de ser oficialmente celebrado, assim como várias festas atuais, que entram na liturgia, mas que possuem início recente.

O modo de entender da Igreja Católica abrange mais do que o protestante, e por isso a forma com que certos fatos são descritos em literatura não católica perdem o foco principal, introduzindo problemas de interpretação.

Interessante notar que a doutrina da verdadeira humanidade de Cristo tenha sido defendida pela escola antioquena, de interpretação literal, e não pela de Alexandria, mística. De fato, o método alegórico é perigoso em certas ocasiões, e menos preciso, dando margem a heresias, enquanto o literal é o preferido, e, tradicionalmente, o fundamental, embora Nestório fosse da escola antioquena.

Ao tratar de São Cirilo de Alexandria o autor se vale de H. von Campenhausen, certamente outro autor protestante, na fonte Les Pères Grecs, Paris, Livre de Vie, 1969

Informações importantes e interessantes sobre o papado são encontradas no livro, como a que afirma que o imperador Teodósio II era contrário a São Cirilo, aprisionando-o por três meses, e não aceitava a decisão do concílio de Éfeso. Apenas por saber que o concílio foi confirmado pelo papa Celestino I, ele o aceitou. Isso se deu no século quinto, em 431.

Mais uma vez se pode por esse fato entender o poder do papa naqueles tempos.

Gledson Meireles.

sábado, 23 de dezembro de 2023

Debate padre x pastor

Recentemente aconteceu um debate no canal Inteligência Ltda, no youtube, onde o padre José Eduardo e o Pastor batista Paulo Sérgio discutiram alguns temas relacionados à virgem Maria e à veneração dos santos.

O debate foi muito bem desenvolvido, educado e profundo. É claro que o tema é vasto demais e muitas coisas não podem ser ditas em pouco tempo, embora foram quatro horas e três minutos de debate, considerando o tempo total do vídeo.

Ambos os debatedores são cultos e conhecem bem do que estão tratando, considerando o conhecimento que cada um tem do seu respectivo credo. Assim, foi bem apresentado o tema por cada um dos dois. Não é possível dizer o quanto um conhece da fé do outro, ou seja, qual o nível de conhecimento que o padre tem do Protestantismo e o que o pastor possui do catolicismo.

O pastor levou livros católicos para fundamentar sua argumentação. O padre muitas vezes disse ser impreciso o que estava naqueles livros, e então o pastor afirmou que iria queimar os livros, pois nenhum dele foi aceito como boa fonte da doutrina católica, pensando então ser melhor ler o que o Protestantismo publica sobre o Catolicismo.

O padre José Eduardo possui um conhecimento vasto de muitas questões, sendo grande conhecedor da fé cristã católica, e sendo um propagador da santa doutrina católica, que inegavelmente é mais profunda, ele demonstrou maior conhecimento geral.

O que o protestante entende da fé cristã é praticamente o que o texto bíblico traz. Sendo assim, os temas marianos ficariam de fora, já que no primeiro século não há registros de desenvolvimento dessas doutrinas, como do culto dos santos e das imagens. É como pensar em orações dirigidas à virgem Maria e aos santos, e cada dogma ser expresso claramente no texto bíblico, com menção ao que a Igreja oficialmente celebrava, com procissões e imagens, por exemplo. Não tendo nada disso no texto bíblico, então o protestante prefere não se ater e não crer nessas doutrinas, por pensar que seu desenvolvimento foi espúrio, tardio, não ligado ao que a revelação contem.

Usando o mesmo raciocínio, teríamos de dizer que no primeiro século cada cristão sabia dizer que Cristo possui duas naturezas, divina e humana, e que houve uma união hipostática, e que a trindade conceitualmente era Deus único em três pessoas iguais e distintas, e que o Espírito Santo é verdadeiramente pessoa e que não há subordinação alguma entre as pessoas da santa trindade, etc, e que a justificação se dá em caráter forense, sendo seguido da santificação que acompanha a vida de fé do salvo, etc. É sabido que essas coisas, importantes e atreladas à fé salvífica, não podiam ser respondidas por ninguém, de forma clara, naqueles primeiros dias, no decorrer do primeiro século.

Também nenhum cristão sabia o que era o cânon, e não podia enumerar com certeza todos os livros da Bíblia, principalmente do Novo Testamento, o que faz com que seja impossível falar sobre sola scriptura.

Então o protestante dirá que essas questões estão todas claramente nos textos bíblicos, e que as questões marianas não.

Essa realidade ocorreu no debate, e o padre tentou mostrar isso, mas o pastor não apreendeu e negou que fosse assim, entendendo que, por exemplo, a intercessão dos santos não estava na Bíblia. O padre disse crer que está, e de forma até clara, como em Ap 5, 8. O pastor não aceitou, afirmando que ali se trata de apenas "apresentação" das orações, e que não se pode literalizar tudo, como se orações fossem postas em taças e apresentadas, e etc. O padre afirmou que por trás das metáforas estão as verdades, o que já refuta a posição do pastor.

De fato, diante de tantos argumentos que o padre apresentou, esse texto bíblico mostra criaturas recebendo orações dos santos da terra e oferecendo-as diante de Deus. Conhecendo a doutrina bíblica, essa cena simbólica só pode significa que as orações da Igreja vão aos santos do céu que podem apresentá-las, o que é o mesmo que interceder (e isso foi dito pelo padre), diante de Deus, em nome de Jesus Cristo, se assim podemos completar o que a cena tem a ensinar.

O pastor agiu como bom protestante, preferindo pensar que apresentar não é interceder, que os anciãos não podem ser identificados, e não sabemos mais o que, embora os argumentos católicos são bastante sólidos.

Enfim, que os leitores assistam o debate e possam apresentar mais e crescer na fé.

Gledson Meireles.


terça-feira, 31 de outubro de 2023

Dia da Reforma Protestante: rezemos sempre pela unidade

É verdade que aquilo que a Reforma Protestante sempre desejou realizar, a Igreja Católica já realizava e continua realizando. São muitas as coisas que impedem tantos de ver isso, e não enxergam a floresta por causa da árvores.

Dessa forma, estamos mais unidos do que pensamos, embora na prática muitas vezes bem divididos, mais do que imaginamos.

Mas, é sempre bom rezar pela unidade, buscando e amando a verdade.

Durante um ano, nesta página os artigos lidaram especialmente com o tema da imortalidade da alma, no estudo que estou fazendo do livro A lenda da imortalidade da alma, e logo estará concluído. Dessa forma, provando biblicamente que a alma é imortal, desfazendo os mal entendidos, enfrentando as objeções, refutando cada argumento, vamos crescendo na fé.

Na véspera do Dia de Todos os Santos, temos de crer mais e mais nessa verdade, pois os santos estão no céu. Outros ainda estão em processo de santificação purgatório. A doutrina das indulgências, também, está ligada à verdade da imortalidade da alma, já que alcançamos graças para nós e para os falecidos.

Vale lembrar, que a doutrina do juízo pré-advento, ensinada no Adventismo, e que é baseada na doutrina da morte da alma, seria praticamente reformulada, no mínimo, se cressem na imortalidade da alma, pois veriam que o juízo ocorre a cada instante, quando o Senhor admite as santas almas nos céu, e purifica outras no purgatório, e já lança outras na condenação do inferno. O juízo está ocorrendo.

Tudo isso ocorre antes da vinda de Cristo. Assim, a doutrina da imortalidade da alma faz toda diferença, pois explica todas essas questões, como também a intercessão dos santos.

Portanto, para os que tendem a pensam que a alma morre, que o inferno não existe, que esses estudem o assunto, leiam a refutação postada em tantos artigos aqui, e verão que a doutrina da "mortalidade da alma" é bastante frágil e não pode ser harmonizada com muitas passagens bíblicas, enquanto que a imortalidade da alma é a única forma de entender o que muitos textos bíblicos ensinam.

Então, nesse dia da Reforma, que essa e outras doutrinas sejam redescobertas, estudadas, ensinadas, e que todos cresçamos na fé e na unidade.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Gledson Meireles.

domingo, 15 de outubro de 2023

Livro: A lenda da imortalidade da alma: resumo da refutação

Resumindo a questão, o livro pode ser refutado afirmando o seguinte:

Quando a Bíblia afirma que após o pecado viria a morte, isso não quer dizer que o ser humano pecador iria deixar de existir ontologicamente, como se a morte fosse voltar a inexistência, mas que não iria existir no mundo físico, ou seja, entraria em um estado diferente da inexistência, mas antinatural a ele, num estado indesejado, que é chamado de morte. Eis as trevas da morte.

A alma tem vários sentidos na Bíblia. Um deles é o de princípio vital, e a partir daí a Igreja utiliza esse termo para indicar o que sabemos na Bíblia sobre a parte do homem que não pode morrer, que é espiritual. Os demais sentidos do termo alma não nega essa realidade. Por exemplo, a alma pode indicar a pessoa, e nesse sentido material a alma pode morrer. Porém, no sentido de princípio de vida, é visto indo além, e não podendo perder a vitalidade em si.

O mesmo ocorre com o termo espírito, que tem vários sentidos. Um deles é o de respiração. Mas também, pode significar ser espiritual, como a alma e os anjos. Assim, é certo que a alma humana é às vezes referida com a palavra espírito.

A consciência humana é entendia estar na alma atuando por intermédio do órgão do corpo responsável por essa função, que é o cérebro.

Os mortos no Antigo Testamento estavam no lugar espiritual chamado sheol, que não pode ser entendido apenas no sentido de sepultura ou lugar de todos os mortos humanos, como uma mera metáfora, mas como lugar onde estavam as almas de todos os mortos no Antigo Testamento. Portanto, no AT os mortos não podem estar no céu, mas estão no sheol.

Entende-se, dessa maneira, que o conceito de alma imortal foi expresso de forma diferente no judaísmo, e por isso há divergência com aquilo que o paganismo ensinava, mas não que houve influência pagã para introduzir esse ensino entre os judeus.

Assim, no Novo Testamento, igualmente, há o ensino da alma, mas agora as almas salvas estão com Cristo no céu.

Dessa forma, a alma imortal é a sede da consciência e da personalidade, e espera o momento da ressurreição para voltar à vida física com o corpo.

O mesmo que acontece no AT é encontra no NT em relação a outros escritos fora da Bíblia, pois a doutrina cristã expressa a imortalidade da alma de outras formas, não utilizando a mesma fraseologia encontrada em outras obras.

Assim, os padres da Igreja foram aos poucos elaborando a doutrina da alma conforme o entendimento cristão.

Na Idade Média a doutrina da imortalidade da alma é geral e consenso universal na Igreja.

O dualismo grego não é o mesmo que a dualidade cristã, vamos dizer, e por isso é necessário entendimento correto da doutrina cristã para uma prática ascética saudável, por exemplo, fundada na correta compreensão da natureza humana.

Por sua vez, sendo a alma imortal, os réprobos deverão sofrer eternamente no inferno. Assim não há lugar para o aniquilacionismo. Isso pode ser provado pela Bíblia e pela razão.

E quanto ao amor de Deus, tudo o que a Bíblia garante é que não há injustiça nenhuma na condenação dos ímpios, ainda que haja argumentos interessantes contra a eternidade das penas, nenhum consegue manter-se diante da Bíblia e da reta razão.

Por fim, isso mostra o motivo da doutrina da imortalidade da alma ser um consenso universal.

Gledson Meireles.