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O Sábado na Igreja Apostólica
Alberto Timm acredita que há várias evidências da observância do sábado no Novo
Testamento. Essas passagens serão estudadas pormenorizadamente para entender o
argumento adventista do sétimo dia.
Em
primeiro lugar a evidência estaria relacionada ao exemplo de São Paulo e seus
companheiros. O exemplo de São Paulo confirmaria que, assim como Jesus, ele frequentava
a sinagoga nesse dia.
A
evidência seria que em Lucas 4, 16 Jesus “Entrou
na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume”. Essa expressão “segundo
o seu costume” indicaria o mesmo que era praticado por São Paulo quando em Atos
17, 2 pode ser lido: “Paulo dirigiu-se a
ele, segundo o seu costume, e por três sábados disputou com eles”.
Então,
textualmente, teríamos que Jesus tinha o “costume” de ir à sinagoga no
sábado assim também São Paulo frequentava a sinagoga “segundo o seu costume”.
Entretanto,
em Atos dos Apóstolos, a passagem de Atos 13, 14.42.44 seria exemplo de ao
menos dois sábados guardados por São Paulo e seus companheiros, a de Atos 17, 2,
onde São Paulo e Silas vão três sábados à sinagoga e Atos 18, 4.11 onde São
Paulo frequenta a sinagoga todos os sábados durante um ano e seis meses.
Assim,
Alberto Timm afirma que o motivo de São Paulo ir às sinagogas não era apenas
evangelístico, mas também litúrgico, pois ele mantinha o costume mesmo onde não
havia sinagoga, como em Atos 16, 13. Esse fato sugere “uma reflexão espiritual condizente com a observância do sábado”.
Pois
bem. São Paulo ia à sinagoga aos sábados como cristão para participar da
liturgia e cumprir o mandamento, e não apenas para evangelizar. Esse é o
argumento de Alberto Timm. Abaixo será feito um estudo para analisar o
argumento.
Primeiro,
é um fato que Jesus os apóstolos guardavam o sábado, que era o dia de guarda em
todo o Antigo Testamento para todos os judeus. Por isso, é um fato que Lucas 4,
16 afirma do costume de Cristo de ir aos sábados na sinagoga para ali cultuar a
Deus.
No
entanto, a frase “segundo o seu costume”,
em Atos 17, 2, está em outro contexto. A passagem literalmente pode ser vertida
assim: “De acordo com, agora, o costume,
com Paulo, ele foi a eles, por sábados três ele disputou com eles à base das
Escrituras”.
Conforme
a tradução da Bíblia Ave Maria, o costume dito no texto é dirigir-se aos judeus
para pregar o evangelho. A informação sobre o costume é ir ter com eles, e
depois, após a conjunção “e”, o texto continua: “e por três sábados...”, mostrando
o período em que isso ocorreu.
Então,
não está escrito que São Paulo tinha o costume de ir às sinagogas para cumprir
o mandamento do sábado como obrigatório para o cristão. Está escrito, antes,
que ele tinha por costume ir aos judeus para disputar sobre o ensino das
Escrituras com eles e, aos sábados, debatia com eles, pois era nesse dia que os
mesmos se reuniam.
Ainda
que São Paulo fosse à sinagoga segundo o seu costume, isso não diz respeito ao
seu ensino de que era necessário ir à sinagoga aos sábados. De fato, ele
cumpria a lei como judeu, mesmo depois de convertido a Cristo, e ia ao templo fazer
as orações, fazia votos, participava das festas judaicas, circuncidava, quando
era necessário, e, também, obviamente, guardava o sábado.
No
entanto, não fazia isso para obrigar os cristãos vindos de outras culturas, mas
apenas como costume judeu. Ele não ensinava os convertidos a guardar o sábado,
guarda as festas, fazer votos e sacrifícios, ir ao templo, etc. De fato, quando
ia ao templo não levava nenhum cristão de origem gentia (Atos 20, 28). Isso é
evidente de que não ensinava os cristãos gentios a guarda da lei, incluindo o
sábado.
Desse
modo, logo após o concílio de Jerusalém, que havia decidido não impor a
circuncisão como requisito de salvação aos cristãos não judeus, ele circuncida
São Timóteo, que era filho de mãe judia e pai grego, mas o faz “por causa dos judeus daqueles lugares, pois
todos sabiam que o seu pai era grego” (Atos 16, 3).
Isso
significa que mesmo pregando que não havia mais a necessidade da circuncisão,
os judeus teriam dificuldade em aceitar a pregação de um não circuncidado, e
por isso prudentemente São Paulo preferiu circuncidar Timóteo.
Pode-se,
com esse exemplo, vislumbrar a guarda do sábado por São Paulo. Quando o mesmo
cumpria práticas judaicas não era como exigência cristã, mas para não ofender
aos judeus que ainda eram apegados à lei, e com isso facilitar a evangelização.
Assim, o exemplo da circuncisão de Timóteo e as idas ao templo, mas nunca entrando
no templo com um não judeu.
O
texto de Atos 13, 14 afirma que Paulo e seus companheiros entraram na sinagoga
e sentaram. Então, apresenta São Paulo pregando o evangelho naquela sinagoga.
São
Paulo e São Barnabé foram enviados a pregar. Isso ocorreu em momento de culto,
que, diga-se de passagem, provavelmente foi feito no domingo (cf. Atos 13, 2).
Assim,
no verso 5 está escrito: “Chegados a
Salamina, pregavam a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus.” O contexto
do capítulo é o envio para a pregação da Palavra de Deus aos judeus.
Então,
os judeus pediram a Paulo que voltasse à sinagoga no sábado seguinte. Esse é o verso
42. Em Atos 13, 44 é mostrado como isso ocorreu: “No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de
Deus”. Novamente o contexto da pregação da Palavra.
Após
a rejeição dos judeus, São Paulo e São Barnabé vão anunciar a Palavra de Deus
aos pagãos (Atos 13, 46).
O
mesmo contexto explica Atos 16, 13. Em Atos 16, 9 São Paulo tem a visão de um
macedônio rogando auxílio. Com isso, entendeu que Deus chamava-os para pregar o
evangelho na Macedônia.
Nesse
contexto, após dias na cidade de Filipos, São Paulo e São Timóteo foram no
sábado onde perceberam haver oração. Era perto de um rio. Ali se assentaram e
pregaram o evangelho. Batizaram Lídia e sua família naquele rio (Atos 13,
14-15).
Em
Atos 18, 4 lê-se que “Todos os sábados
ele falava na sinagoga e procurava convencer os judeus e os gregos”. Após a
rejeição dos judeus “ele, sacudindo as
vestes, disse-lhes: “O vosso sangue caia sobre a vossa cabeça! Tenho as mãos
inocentes. Desde aogra vou para o meio dos gentios” (Atos 18, 6).
É
certo que não voltou às sinagogas ali, e não pregou aos gentios que o dever de
reunir-se aos sábados.
Entretanto,
em Atos 19, 8-10, vemos que São Paulo prega sobre o Reino de Deus na sinagoga
por três meses. Mas, devido ao endurecimento e incredulidade dos judeus, passou
a reunir-se à parte, todos os dias, na
escola de Tirano (v. 9).
Então,
é evidente que São Paulo, São Barnabé, São Silas, etc., entravam nas sinagogas
para pregar a Palavra e o Reino de Deus e não com motivos litúrgicos.
Quando
isso não era mais possível, partiam para os pagãos e escolhiam outro lugar para
as reuniões de ensino, que não eram mais feitas aos sábados, mas segundo a
disponibilidade, como diariamente.
Desse
modo, o costume de São Paulo tem a ver com a pregação aos judeus. O contexto
dessas passagens era a pregação da Palavra de Deus. Em nenhuma delas é ensinado
que São Paulo e seus companheiros guardaram o sábado como prática cristã obrigatória,
e nenhuma os apresenta ensinando essa prática na igreja.
a) A expressão
segundo o seu costume diz respeito ao costume de pregar a palavra aos judeus.
b) Todas as vezes em que São Paulo é mostrado nas sinagogas é com o objetivo de evangelizar.
É evidente que o mesmo não ensinou o sábado aos novos cristãos, assim como não ensinou a circuncisão.
A
segunda evidência apresentada por Alberto Timm é que a condição para os judeus
se tornarem cristãos era a aceitação de Jesus Cristo, não incluindo a aceitação
do domingo no lugar do sábado.
Os
exemplos são Atos 2, 37, da conversão do das pessoas em Pentecostes, Atos 8,
36.37, do eunuco e Atos 16, 30.31, do carcereiro.
No
entanto, também nessas passagens não é dito que não devem circuncidar-se, o que
é claramente ensinado no Concílio de Jerusalém. Portanto, não há evidência
alguma de que os cristãos deveriam continuar guardando do sábado.
A
terceira evidência seriam as discussões no Concílio de Jerusalém, que não
tratou da guarda do domingo porque não era um ponto em disputa. Os apóstolos
não ensinavam a circuncisão, mas permitiam que fosse feita em casos como o de
Timóteo. Também não ensinavam que os cristãos deviam orar no templo, mas iam ao
templo todos os dias. Da mesma forma, não ensinavam o sábado, e reuniam-se aos
domingos, embora pudessem frequentar a sinagoga aos sábados e pregar o
evangelho. Não havia uma tensão entre a guarda do sábado e do domingo.
A
quarta evidência estaria relacionada às declarações de São Paulo no contexto do
seu julgamento, onde o mesmo afirma não ter pregado contra a lei, contra o
templo, contra César.
Porém,
pode-se contra argumentar, pois é certo que São Paulo não ensinava mais a
circuncisão, e, como foi definido no concílio, a circuncisão não poderia ser
realizada para fins de salvação, pois separaria de Cristo. Em geral, não era
praticada pelos cristãos.
No
entanto, ele mesmo não pregava contra a circuncisão, pois essa era proveitosa
para os judeus, em todos os aspectos, como ensina em Romanos 3, 2.
E,
em certos casos, para não escandalizar, praticou a circuncisão, como no caso de
Timóteo, e submeteu-se a cumprir votos para testemunhar sua paz com a fé de
Israel: Então, Paulo acompanhou aqueles
homens no dia seguinte e, purificando-se com eles, entrou no templo e fez aí
uma declaração do termo do voto, findo o qual se devia oferecer um sacrifício a
favor de cada um deles (Atos 21,26). Isso ocorria por causa dos judeus, que
abraçavam a fé sem abandonar seu zelo
pela Lei (Atos, 21, 20).
O contexto inteiro mostra que o intuito era fazer crer que São Paulo não pregava contra a Lei aos cristãos convertidos de origem judaica e que ele mesmo praticava a Lei.
Deviam saber que não era verdade que o apóstolo pregava o abandono da lei aos judeus convertidos, como a circuncisão e os costumes mosaicos.
É evidente que a pregação sobre a liberdade em relação à Lei era direcionada aos gentios e não aos judeus, que podiam cumprir os preceitos da lei no espírito do evangelho sem problemas.
Foi vedado, porém, pelo Concílio de Jerusalém, a ensinar a obrigatoriedade da Lei aos conversos provenientes do paganismo. E, pois, evidente, que isso não era exigido dos que creram dentre os gentios (Atos 21, 25). Assim, a mesma prudência era tida com relação ao sábado.
TIMM, Alberto R. O Sábado na Bíblia: Por que Deus faz questão de um dia. CPB: Tatuí, SP, 2023.
Gledson
Meireles.
Do livro:
Sabbath under crossfire. Autor: Samuele Bacchiocchi
Comentário
CAPÍTULO
1
JOÃO
PAULO II
E
O
SÁBADO
O capítulo 1 é uma análise do erudito adventista do
sétimo dia, Dr. Samuele Bacchiocchi, da carta pastoral do papa João Paulo II,
de 31 de maio de 1998, Dies Domini,
sobre a observância do domingo.
O Dr. Bacchiocchi parece ficar surpreso que o papa apele
para o imperativo moral do sábado. Isso é curioso. Também porque o papa fala da
necessidade de legislação civil para facilitar a observância dominical.
Então, a análise não é dos aspectos da observância do
domingo, mas como o papa lida com o sábado na tentativa de justificar e
promover a guarda do domingo.
Parte
1: A conexão teológica entre o sábado e o domingo
O
Dr. Bacchiocchi afirma que um “aspecto surpreendente” da carta pastoral é a
defesa do domingo como expressão completa do sábado, e afirma que isso
significa um distanciamento, em certos sentidos, da explicação tradicional
católica de que a observância do domingo é uma instituição católica diferente
do sábado.
Para
isso, menciona os teólogos católicos, e cita diretamente Santo Tomás de Aquino.
Na citação de Vincent J. Kelly, esse apresenta o entendimento tradicional da substituição
do sábado pelo domingo, e afirma que então aquela “teoria” estava abandonada,
pois Deus teria dado à Igreja o poder de escolher dias santos.
E o
Dr. Bacchiocchi vê descontinuidade entre o sábado e o domingo na apresentação feita
no catecismo, citando o número XXXXXXXXXXX.
Com
isso, o Dr. Bacchiocchi afirma que o papa se distancia da distinção tradicional
que a Igreja tem feito entre o sábado e o domingo, “presumivelmente porque ele quer fazer da observância do domingo um
imperativo moral enraizado no próprio Decálogo”.
Após
isso, Bacchiocchi alude ao contraste da visão do papa com os autores da Nova
Aliança e Dispensacionalistas que ensinam a radical descontinuidade entre
sábado e domingo.
Avaliação: O
Dr. Bacchiocchi ficou surpreso com a abordagem teológica do papa João Paulo II
em sua carta sobre a observância do Domingo, porque em sua concepção de
estudioso adventista do sétimo dia, a doutrina católica ensina que o domingo é
uma instituição eclesiástica e tem outra natureza que a do sábado, vindo a ser
estabelecida por autoridade da Igreja e por costume.
No
entanto, para a doutrina cristã católica, essa não é a posição oficial. Por
isso, o papa está com certeza na esteira da teologia católica tradicional em
sua doutrina sobre a guarda do domingo, e não se afasta em nada dessa teologia.
Por
outro lado, as afirmações de autores, mesmo católicos, no sentido da citação de
Vincent J. Kelly, são essas que se distanciam e contradizem a posição oficial
da Igreja Romana.
Por
esse motivo, nota-se que o Dr. Bacchiocchi concebe a doutrina do domingo a
partir dos pressupostos adventistas, o que explica sua surpresa ao ver que o
papa lida com o tema da mesma forma que os adventistas do sétimo dia fazem em
relação do sábado. Isso mostra que mesmo os eruditos, lendo fontes católicas,
muitas vezes não apreendem o sentido da doutrina da Igreja, por encontrarem
afirmações pouco precisas e lerem outras através das lentes que da própria
denominação. Os leitores podem verificar a doutrina do domingo em outros
artigos no blog, que demonstram que o papa João Paulo II expressa a correta e tradicional
teologia católica.
Os sentidos criativos e redentores do
sábado. “should especially thrill Sabbatarians”. Bacchiocchi
reconhece que a visão do papa é uma profunda visão teológica, e afirma que
desenvolveu o mesmo sentido em um dos seus livros.
O sábado define nossa relação com Deus.
Essa porção do documento é bastante elogiada por Bacchiocchi.
O domingo como cumprimento do sábado. Na
citação da cara Dies Domini, o papa
afirma que “mais” que substituição, o domingo é o cumprimento do sábado. Afirma
que a tentativa do papa “é muito engenhosa,
mas carece de suporte bíblico e histórico”. Entretanto, não encontra no NT os
cristãos interpretando o domingo como a “personificação e cumprimento” do
sábado, e afirma que o mesmo difere em autoridade, significado e experiência.
Avalição.
Como cristão adventista, o mesmo exige algo claro na Bíblia, uma passagem, por
exemplo, mostrando o entendimento do dia do Senhor, o domingo, como cumprimento
do sábado. O papa entende essa doutrina pela totalidade da Bíblia, e não por
uma passagem específica no NT, mas pela expressão doutrinal do NT como um todo,
assumindo a doutrina inteira do AT em relação ao sábado. É uma expressão do
espírito da doutrina e não a apresentação apenas de uma passagem expressa onde
a mesma se encontra.
Diferença
em autoridade. O sábado tem ordem explícita (Gn 2,2-3; Ex 20,
8-11; Mc 2, 27-28; Hb 4, 9), e o domingo derivaria de uma interação de vários
fatores, como sociais, políticos, pagãos e religiosos. A falta de autoridade
bíblica para a guarda do domingo seria também fato que contribuiria por sua
crise.
Avaliação. O
Dr. Bacchiocchi cita quatro textos para provar que o sábado tem ordem bíblica explícita
para sua observância. No entanto, apenas as passagens de Gn 2, 2-3 e Ex 20, 1-11
cumprem esse objetivo, pois no NT não há ordem dessa natureza.
Os textos de Mc 2, 27-28 e
Hb 4, 9 dizem o seguinte:
E
dizia-lhes: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado; e,
para dizer tudo, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.
Por
isso, resta um repouso sabático para o povo de Deus.
Jesus afirma que o sábado
deve servir ao homem, e que Ele é Senhor também do sábado. E em Hebreus é
afirmado que resta um repouso sabático, futuro, para o povo de Deus. Em nenhum
momento há “uma ordem bíblica explícita”
nesses textos. Na verdade, há uma teologia neles que indicam algo mais.
Jesus afirma que o sábado
não era como os fariseus acreditavam, e deveria ser guardado de uma forma
diversa, servindo ao homem e não sendo uma carga. Isso todos estamos de acordo,
adventistas e católicos. E, ainda, em Hebreus o que está sendo tratado é o
repouso definitivo no reino de Deus. Como isso, as duas passagens não são ordem
explícitas da Bíblia para guardar o sábado.
O sábado (repouso) no sétimo
dia foi observado até os dias de Jesus, e não mais após a sua ressurreição, como
dia de adoração para os cristãos.
Diferença
em significado. O papa reconhece a necessidade de fazer da
observância do domingo um imperativo moral e tenta enraizar o domingo no
próprio mandamento do sábado. Mas, diz o Dr. Bacchiocchi, o domingo não é o sábado.
Assim, afirma que o sábado é
memorial da perfeita criação de Deus, da redenção completa, e da restauração
final. Por sua vez, o domingo é, na patrística, a criação da luz no primeiro
dia, o símbolo do novo e eterno mundo e o memorial da ressureição de Cristo.
A tentativa de transferir
para o domingo a autoridade e significado do sábado falharia, pela mudança da
data.
Avaliação. As
objeções falham radicalmente. Em primeiro lugar, o Dr. Bacchiocci apresenta o
resumo da teologia do sábado na bíblia e a compara com algumas afirmações sobre
o domingo na patrística, fazendo um contraste e tirando uma conclusão. Essa desequilibrada
comparação é falha, pois o que está sendo tratado é o domingo como cumprimento
do mesmo sábado antigo, pelos textos sagrados da Bíblia. O imperativo moral não
está atrelado ao dia, uma vez que a motivação no NT é outra: a ressurreição de
Cristo, o principal artigo da fé. Assim, compreende-se que o dia do domingo é o
novo repouso (sábado) para o cristão. A mudança não é arbitrária, mas entendida
como expressa na própria prática apostólica demonstrada no Novo Testamento.
Diferença
na experiência. O
domingo seria a hora de adoração, enquanto o sábado compreende 24 horas
consagradas a Deus.
Avaliação. O
que parece da posição do autor, expressa nesse resumo, é que o Dr. Bacchiocchi
entende que o domingo deve ser guardado apenas para participação da eucaristia,
tornando-se depois dia como outro qualquer, enquanto que o sábado, como
guardado entre os adventistas do sétimo dia, envolve maior quantidade de tempo,
o que mudaria a experiência do dia. Mas isso é apenas questão do modo de
guardar o dia. Nenhum lugar da carta pastoral ensina que o dia de domingo deve
ser apenas de uma hora, e o liturgista citado que concorda que culturalmente o
dia de domingo é guardado apenas para ir à igreja, sendo feriado normal após
isso, trata-se de uma defesa de opinião privada e não a doutrina católica
oficial, que está na carta Dies Domini,
onde o papa mostra como o domingo deve ser inteiramente observado.
De fato, escreve: “Se
a participação na Eucaristia é o coração do domingo, seria contudo restritivo
reduzir apenas a isso o dever de «santificá-lo». Na verdade, o dia do Senhor é
bem vivido, se todo ele estiver marcado pela lembrança agradecida e efectiva
das obras de Deus”. Assim, o papa afirma que a Igreja não se
contenta com propostas minimalistas.
Então, todo ele, ou seja, todo o domingo é santificado. A experiência do
domingo cumpre moral e liturgicamente o que o sábado significa.
O leitor pode agora
vislumbrar que o sábado tem conexão teológica que se desdobra no domingo
cristão.
Gledson Meireles.
Na explicação do texto de
Mateus 10, 28, o apologista adventista traz algumas contribuições para o
entendimento da passagem que reforçam o imortalismo, ao mesmo tempo em que
ajuda a entender como os mortalistas leem a passagem. No entanto, traz uma
comparação que não exprime bem a doutrina do adventismo.
Aqui não está sendo dito que
o mesmo não entenda a doutrina que ele mesmo crê, pois de fato entende. E é
competente ao defendê-la.
Também não é dito que o
exemplo é totalmente errôneo, pois em si traz verdades, mas que e incompatível
com o adventismo, pois que profundamente a comparação empregada não transmite a
mensagem adventista. É a linguagem bíblica que redunda em dualidade, não em
monismo. Nessa comparação, o "eu" na verdade não seria parte do ser,
como de fato é, e é o sentido do evangelho, mas, na comparação feita pelo
apologista, e contra a sua vontade, esse eu se torna algo como "a garantia
da vida eterna". Vejamos.
De fato, ele afirma que
Jesus, ao dizer que alguém pode matar o corpo e não a alma está essencialmente
mostrando que a alma morre igual ao corpo: “Mas a essência do texto traz
justamente o ensino oposto: Jesus deixa claro que a alma pode morrer igual ao
corpo.”
Assim, Jesus estaria
pretendendo ensinar outra coisa, que não implicaria na imortalidade da alma.
Jesus ensinou que mesmo que alguém seja morto, um dia Deus o ressuscitará.
De fato, o cerne da questão
ensina a salvação, mesmo dos mártires. Jesus quer mostrar que os homens não têm
o poder de tirar a graça da salvação de alguém. Todos estamos de acordo com
isso.
Contudo, a implicação da
passagem permanece de pé. Jesus usa uma dicotomia entre corpo e alma, e o
contraste mostrado é que o corpo pode ser morto por alguém e a alma não. Aqui
estão duas partes da natureza humana.
Obviamente, que é levado à
iniquidade, à corrupção interior, será morto também na alma, em morte
espiritual. Mas isso o adventismo não ensina, pois não divide corpo e alma. Por
isso, a crítica aqui.
Embora o apologista
adventista não acredite que há separação entre corpo e alma, que não poderiam
ser separados nunca, e que a alma morre como o corpo, sendo a alma vivente a
própria pessoa, aqui, ao tentar explicar a passagem, revela um dualismo sem
perceber. Dualismo nas palavras.
Por exemplo, ao escrever: “Ele
ressuscitará com um novo corpo e a mesma identidade de antes. Alma, nesse
texto, é um sinônimo para personalidade, identidade, “eu”.”
E prossegue: “É a parte que
retornará no corpo redimido e viverá a eternidade.”
Com isso, ele, de algum
modo, divide o corpo e o eu. O corpo pode ser morto, mas o eu não. E o “eu”
parece sair do corpo, já que é dito que ele “retornará no corpo rediminido”.
Não diz, é claro, retornará ao corpo redimido, mas que retornará no corpo.
Certamente a linguagem
pretende não se confundir com o dualismo, mas esconde a dificuldade de explicar
a passagem clara de Mateus 10, 28.
Obviamente, a citação de 2
Pedro 1, 13-14 requer essa expressão, pois o apóstolo fala de deixar o tabernáculo.
Mas não se trata apenas de linguagem, mas de realidade. São Pedro, como
imortalista, sabia que a alma consciente deixa o corpo na morte. Mas o
adventista não tem essa compreensão, mas procura adequar-se à linguagem
bíblica, com outra doutrina.
Ele afirma que o ‘velho
corpo morre’, mas o redimido em Cristo ganha novo tabernáculo. Isso é o mesmo
que ensina a imortalidade da alma. O corpo é morto, a alma não. Essa retorna ao
corpo na ressurreição, no corpo redimido. A doutrina é diferente e é expressa
pela mesma linguagem católica.
No entanto, na verdade, no
monismo adventista, quando se diz que o velho corpo morre, significa que o
redimido deixa de existir e depois será refeito, como novo tabernáculo. Não é o
mesmo que a metáfora bíblica está apresentando.
Quando explica que quem mata
um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo não matou a pessoa como um todo, mas
apenas o corpo, está usando de uma linguagem comum com os cristãos católicos,
por exemplo, mas não partindo da mesma concepção.
De fato, na literalidade, a
doutrina adventista do sétimo dia afirma que quem mata alguém mata-o
totalmente, pois não há separação corpo e alma. A alma vivente morre. Para
o católico, a alma literalmente não morre.
Quando se diz que: “A
personalidade dorme até a ressurreição”, significa apenas que a personalidade
morreu, deixou de existir, sob a metáfora do sono. De fato, para o adventismo a
personalidade estava no corpo e deixou de existir no corpo e com o corpo vivo.
E conclui da seguinte forma:
“Por outro lado, aqueles que conseguem corromper uma pessoa moral e
espiritualmente estão levando a pessoa à morte plena no inferno. Morrerá corpo
e tudo o mais, não restando nada.”
Desse modo, a corrupção de
alguém leva-o a morrer inteiramente, corpo e tudo mais. Mas isso é o mesmo que
ocorre com o salvo antes da ressurreição, onde o mesmo morre o corpo e tudo o
mais não restando nada, e que no fim Deus deverá recriar o ser total. A
tentativa de afirmar que o “eu” não pode ser morto com o “corpo” não é
satisfatória.
De fato, a ideia que subjaz
a esse linguagem é que na morte do “corpo”=tudo não morre a “esperança da
salvação garantida”, o que é outra coisa. Essa garantia que não é destruída na
morte seria a “alma”. Mas o próprio adventista explica que a alma é o “eu”.
Essa explicação não se adequa ao texto de Mt 10, 28.
De fato, o “eu” deixando de
existir quando o “corpo” morre, é o mesmo que afirmar que o eu foi morto,
já que não há como separá-lo do corpo.
O “corpo” retorna ao pó e se
torna pó (Gn 3, 19) e o espírito retorna a Deus (Ecl 12, 7). Esse espírito não
é o eu da pessoa, mas a energia vital. E o corpo não é mais o eu, mas a alma
vivente que morreu.
A explicação do apologista
ao tentar criar um “eu” que se separa do corpo não tem respaldo na doutrina do
adventismo, sendo apenas uma linguagem metafórica para dizer o mesmo, ou seja,
que o eu foi extinto na morte e será recriado na ressurreição para a vida
eterna, por causa da promessa de Deus aos salvos. É uma falha a adequação da
doutrina adventista à doutrina bíblica.
A “alma” nesse conceito aqui
apresentado pelo apologista adventista seria o núcleo da personalidade, da
individualidade, da consciência, que no adventismo está totalmente ligada ao
corpo e funciona somente no corpo.
Uma vez que o corpo é morto,
também o seria a alma. Isso contradiz o que Jesus diz: os que matam o
corpo e não podem matar a alma.
Somente os condenados têm o
corpo e a alma jogados no inferno. Não se trata de aniquilamento, mas de
condenação.
Desse modo, a alma aqui não
é o eu. Isso pode ser demonstrado, uma vez que, se na morte tudo deixa de
existir, o eu morre. Mas Jesus afirma que a alma não pode ser morte. Então, a
alma não é o eu, conforme a explicação adventista.
Também, ao dizer que “Jesus
deixa claro que a alma pode morrer igual ao corpo”, essa explicação é evidente
que para o autor adventista o “eu” pode morrer igual ao corpo.
Se a alma é o “eu” no
sentido metafórico, temos que:
Os que matam o corpo não
podem matar o eu, já que esse é o que tem garantida a vida eterna. Os que matam
o corpo não podem tirar essa garantia. A alma deteria o conceito de “garantida
da vida eterna”.
Mas há a possibilidade, nos
reprovados, do corpo e da garantia da vida eterna ser jogada no inferno. Isso
não concorda com o texto sagrado. Assim, essa metáfora não funciona.
Se a alma é literalmente
parte outra do ser humano, temos que:
Os que matam o corpo não
podem matar essa parte do ser. Na condenação, há destruição do corpo e dessa
outra parte do ser, no inferno. O que faz todo sentido. A alma pode ser
separada do corpo.
Por fim: fazer perecer o
corpo e alma no inferno seria fazer perecer o corpo(tudo) e a alma(eu) no
inferno, seria o mesmo que perecer corpo e alma no sentido imortalista.
No entanto, fazer perecer
corpo e não a alma (que estaria contendo o sentido de que a morte do corpo não
incluiu a condenação à morte eterna), é o mesmo que dizer: fazer perecer o
corpo e a garantia da vida eterna na geena, o que é absurdo. Ninguém com garantia
da vida eterna vai para a geena.
Mas, retomando ao sentido
que o apologista deu ao termo em sua apresentação: "Alma, nesse texto, é
um sinônimo para personalidade, identidade, “eu”.", então, como já
provado, ninguém pode matar o eu. Dessa forma, o eu é imortal, e somente o
"eu" dos condenados pode ser dito como "morto".
Volta-se, assim, ao ponto
inicial: a alma não pode ser morta. O eu não pode ser morto.
Se no adventismo a morte é a
extinção do ser, então o "eu" pode ser morto, contradizendo o que o
texto sagrado diz.
Dessa forma, o conceito de
alma=eu, que foi declarado expressamente, e o conceito de alma=garantida da
vida eterna, que apareceu como implicação do que foi apresentado, mostram o
desequilíbrio da defesa da doutrina adventista nessa passagem.
Portanto, isso está
refutado.
Gledson Meireles.
Capítulo
4
São
Justino é apresentado como falando do sábado com desprezo, e também não tratando da ideia
de mudança do sábado. Andrews afirma que a apostasia
estava avançada em Roma, ainda que os escritos sejam bem próximos do tempo
apostólico, ano 140 d. C.
Quando
São Justino, escrevendo ao imperador, usa “o dia do sol” para tratar do
domingo, não está usando palavras cristãs, mas explicando a um pagão da forma
como lhe era familiar. Da mesma forma ele se refere ao sábado como dia de Saturno. Com
isso, temos que São Justino apenas está explicando a fé cristã a alguém que não
tem ideia do que é o Cristianismo.
Andrews
não comenta isso, e ainda utiliza a fraseologia de Justino para argumentar que
o mesmo não usa da denominação cristã dia
do Senhor. Por isso, o argumento é inválido. São Justino, falando com um
pagão, explica da forma que o pagão entenda, e usa os nomes para o sábado e
para o domingo como era conhecido no paganismo, dia de Saturno e dia do Sol.
Mas, Andrews não concorda com tal resposta, e afirma que em toda a obra Justino
usa dia do Sol para referir-se ao
domingo.
Para
São Justino o sábado era o tipo do descanso de uma vida de santidade, em
Cristo, o sábado perpétuo. Andrews
interpreta esse pensameneto afirmando que para Justino todos os dias são
iguais. Mas, o Dr. Bacchiocchi, que estudou de perto essa questão, afirma que
para São Justino o domingo é superior ao sábado. Portanto, não há esse ensino
da igualdade de todos os dias, pois o domingo é proeminente.
Quando
São Justino afirma das observâncias legais, dadas por causa da dureza de
coração, é devido ao fato de que a Bíblia afirma que a Lei foi dada por causa
do pecado. E ainda afirma que a circuncisão, o sábado e as festas não nos
prejudicam.
A
teologia do domingo, em São Justino, não faz dele um substituto do sábado, já
que afirma que o mesmo não mais é obrigatório.
No
capítulo 27 São Justino afirma que Deus, por causa da dureza de coração e
ingratidão, deu a Lei e continuamente
proclama os mandamentos, e acreditava que antes de Moisés não havia a lei
da circuncisão e do sábado. Muitos ainda mantêm tal argumento.
E
no que é mencionado da resposta de São Justino no capítulo 47, tudo se
harmoniza com a doutrina católica, visto que a Lei, especialmente o sábado,
pode ser guardada, contanto que não seja obrigada ao cristão. Os cristãos que
guardavam o sábado eram parentes e irmãos,
na opinião de são Justino. Mas esses guardavam a circuncisão, o sábado e outras
cerimônias, com piedade.
Para
Andrews, devemos declarar que Justino
defendia a anulação dos dez mandamentos,
que o sábado não era obrigatório depois de Cristo e o domingo era o dia mais
adequado para adoração pública.
De
fato, essa doutrina está em conformidade, em termos gerais, com a doutrina da
Igreja Católica. E, por sua vez, contradiz o adventismo do sétimo dia.
Portanto, sendo essa obra do segundo século, ela testemunha a favor da verdade
católica, e é uma prova contra a interpretação adventista.
Vemos
assim que, como São Justino foi bastante claro em sua posição quanto ao sábado
e o domingo, Andrews o vê com maus olhos, como um apóstata, como alguém que considera
todos os dias iguais, como um que ensina a abolição da Lei dos Dez Mandamentos,
e que adota o domingo como dia de adoração a Deus. É uma forma negativa de
avaliar São Justino.
Quando
no capítulo 29 São Justino afirma que Deus continua a trabalhar, certamente
está apenas usando o argumento de Jesus, no evangelho: “Mas ele lhes disse: “Meu Pai continua agindo até agora, e eu ajo também”
(João 5, 17). Isso não mostra um desrespeito de Justino para com o sábado, e a
refutação de Andrews talvez não se aplique. Somente caso Justino tenha afirmado
como Andrews entendeu sua refutação seria válida.
Por
fim, o ensino de São Justino em relação ao sábado é o mesmo do evangelho.
Assim, também, sua posição quanto ao domingo reflete a tradição apostólica.
Gledson Meireles.
A
Santificação do Domingo
Entendendo
o verdadeiro princípio Sola Scriptura
Para
entender a observância do primeiro dia da semana, temos de recorrer ao
significado do sábado, o sétimo dia. Vejamos um pouco o que diz o evangelho
sobre o sábado.
Jesus
observou o sábado perfeitamente
Em Mateus 12, 1-14
Jesus apresenta o espírito da observância sabática. Os discípulos colhem
espigas de trigo para matar a fome. Jesus os apresenta como inocentes, e
apresenta-Se a Si mesmo como Senhor do sábado. Após isso, Jesus foi à sinagoga
e ensinou que é permitido fazer o bem no dia de sábado. Aí temos o espírito da
nova lei na observância do dia do Senhor.
No evangelho de Marcos,
2, 23-28, o Senhor, que caminha pelos campos com seus discípulos, afirma que o sábado foi feito para o homem, e não o
homem para o sábado (v. 27). Também,
em Lucas 6, 1-5, Jesus mostra que é Senhor do sábado.
Assim, Jesus ensinou
que o espírito da guarda sabática está em harmonia com a prática do bem, e que
o sábado deve servir ao homem, para o seu repouso religioso.
Os fariseus ficavam perplexos
quanto à posição de Jesus referente ao sábado. Afirmavam que não era permitido
colher trigo, nem curar os doentes. Jesus se opôs a esses extremos. “Mas Jesus nunca profana a santidade desse
dia”, afirma o Catecismo da Igreja Católica (n. 2173).
Há uma intenção de
Jesus aos trazer atenção o tema do sábado. Cristo estava levando a lei à
perfeição. Ensinou a verdadeira prática sabática, que deve servir ao homem,
para o descanso, e para a prática do bem. Cumpriu a lei do sábado em sua
perfeição.
A
morte de Jesus na sexta-feira
“Os
judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a
Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se
lhes quebrassem as pernas e fossem retirados” (João 19, 31).
Jesus morreu na
sexta-feira e passou o sábado inteiro no sepulcro. É a forma implícita da
Escritura de ensinar o cumprimento do sábado por Cristo.
A
ressurreição no primeiro dia da semana e a reunião dos apóstolos
Jesus ressuscitou no
domingo, o primeiro dia da semana (cf. Mt 28, 1-10; Mc 16, 1-10; Lc 24, 1-12 e
Jo 20, 1-10).
Os discípulos estão
reunidos na tarde de domingo, às portas fechadas, por medo dos judeus (Jo 20,
19).
Os dois discípulos de
Emaús voltaram a Jerusalém, onde se
acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam (Lc 24, 33).
Também no domingo, oito
dias depois, no mesmo lugar, os discípulos estavam reunidos (v. 26).
Nos Atos dos Apóstolos
(20, 7), temos que: “No primeiro dia da
semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, que havia de viajar no
dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a
meia-noite”.
Aqui os apóstolos estão
reunidos no domingo para partir o pão. Ainda que o episódio tenha sido descrito
para falar da ressureição de Êutico, é um testemunho de que os apóstolos se
reuniam de forma especial para a celebração da eucaristia, e que nesse dia
ocorriam milagres.
Em 1 Coríntios 16, 2
temos: “No primeiro dia da semana, cada
um de vós ponha de parte o que tiver podido poupar, para que não esperem a
minha chegada para fazer as coletas”.
“A coleta se fazia na
reunião litúrgica dominical”, como explica a Bíblia de Estudos Ave Maria. A
explicação para a coleta no primeiro dia é que esse era o dia em que os
cristãos se reuniam para celebrar juntos a eucaristia.
Os
apóstolos iam ao templo
Em Atos 2, 46 está
escrito: “Unidos de coração, frequentavam
todos os dias o templo...”. Isso significa que a prática dos judeus
cristãos em relação ao judaísmo não havia mudado tanto. Assim, Pedro e João iam subindo ao templo para
rezar à hora nona (Atos 3, 1).
No templo, os cristãos
de origem judaica continuavam a rezar, a cumprir os preceitos que eram
acostumados a guardar, e também anunciavam o Nome de Jesus. Eis uma diferença. Também,
fora dos templos, nas casas, eles partiam o pão (cf. Atos 2, 46).
A
fração do pão
Em 1 Coríntios 11,
20-34 temos a reunião dos cristãos em um lugar maior, sugerindo uma igreja, certamente uma casa dos mais
abastados, onde todos podiam se reunir para celebrar a Eucaristia. São Paulo
exorta-os a comer em casa (vv. 22.34), sugerindo que ali, naquele local escolhido,
onde comporta grande número de pessoas, era o lugar para cear, comer do Corpo e
do Sangue de Jesus.
Com isso, temos que a celebração
da eucaristia era feita nas casas, com narrativas claras a respeito de reuniões
feitas aos domingos, e que os apóstolos ainda iam ao templo.
Nenhuma
observância do sábado pelos apóstolos
Em Atos 19, 8 lemos que
São Paulo ensinava nas sinagogas: “Paulo
entrou na sinagoga e falou com desassombro por três meses, disputando e
persuadindo-os a cerca do Reino de Deus”.
No entanto, após a
recusa dos judeus, ele passou a ensinar diariamente em outro lugar: “Mas, como alguns se endurecessem e não
cressem, desacreditando a sua doutrina diante da multidão, apartou-se deles e
reuniu à parte os discípulos, onde os ensinava diariamente na escola de um certo
Tirano”.
A passagem é clara em
mostrar que o objetivo de São Paulo em frequentar a sinagoga não era participar
das suas reuniões na guarda do sábado como cristão, mas ali estava como judeu
cristão anunciando o evangelho do Reino de Deus.
A
santidade do domingo
Os adventistas do sétimo
dia objetam que a ressurreição de Cristo e suas aparições, e mesmo as reuniões
dos cristãos no domingo, não fariam do domingo um dia santificado. Por isso,
rejeitam sua guarda.
No entanto, temos por
certo que os apóstolos ensinaram a guarda do domingo aos novos convertidos.
Também é claro que nenhum apóstolo guardou o sábado como norma para os
cristãos.
Desse modo, a
preparação de Cristo ao ensinar sobre o sábado, a ressuscitar no domingo, a
aparecer nesse dia e deixar inspiradas passagens na Bíblia sobre essas
aparições, somadas às evidentes reuniões da Igreja para celebrar a eucaristia,
que é uma ordem de Jesus, sugerem que o
dia de observância para a Igreja é o domingo e não o sábado.
Mandamento
do domingo
Os objetores exigem um
mandamento claro para a guarda do domingo. Não o encontrando, recusam-no.
Parece que o princípio
que se encontra subentendido é que uma vez que não houve revogação clara de
cada lei antiga, essas continuam em vigor. Do contrário, haveria mandamento da
nova lei explicitamente escrito.
Como visto, porém, o
caso do sábado e do domingo não é tão obscuro. Há nítida preocupação em
preparar os cristãos quanto à verdadeira guarda do sábado. Depois, vemos a
igreja observando o domingo para celebrar o principal mistério da fé, a morte e
ressurreição de Jesus, ao partir o pão no primeiro dia da semana. Some-se a isso
nenhuma guarda do sábado pelos apóstolos.
Toda
doutrina está na Bíblia
De forma geral, está na
Bíblia, implícita ou explícita, toda a doutrina salvífica. O cardeal James
Gibbons, e outros, ao enfatizar a tradição, afirmaram que a Bíblia não contem
toda as doutrinas necessárias para a salvação. Mas isso é apenas questão de
ênfase, pois pelo contexto temos que isso se refere à coisas explícitas que
podem ser facilmente apreensíveis pelo texto sagrado. Assim, o domingo não
estaria nessa ordem, pois não há mandamento explícito. Dessa forma, é
necessário um estudo, como o que se esboçou acima, para compreender que Cristo
deixou aos apóstolos a guarda do domingo e isso aparece na Bíblia. A Igreja o
ensina de modo claro.
Esse
tipo de Sola Scriptura é insuficiente
A Bíblia não é nesse sentido
a única regra de fé, pois necessita da interpretação legítima da Igreja e da
comprovação da tradição para garantir aos fieis a veracidade da doutrina.
Houve tempo em que a
Bíblia não estava completa. Assim, os primeiros cristãos aprenderam a doutrina sagrada
por meio da pregação da Igreja. E mais. Nem todos eram, ou são, capazes de ler
a Bíblia por si mesmos, necessitando da pregação oral.
A Bíblia contem
passagens difíceis. Dirão os protestantes que essas não são difíceis ou
obscuras no que se refere à salvação. Mas São Pedro (cf. 1 Pedro 3, 16) afirma
que as passagens difíceis que alguns mal interpretação servem para a perdição
deles. Desse modo, os erros de interpretação afetam a salvação.
A Bíblia também, se
fosse única regra de fé, deveria satisfazer a todas as questões de fé e moral e
modo a não necessitar da intervenção e intermediação de ninguém. Mas a pregação
e autoridade da Igreja são necessárias. Portanto, esse Sola Scriptura não pode estar correto.
Com isso, o cardeal
Gibbons provou que a Igreja é regra de fé para a pregação da verdade de
salvação. Ela está ao alcance de todos, é clara e pode esclarecer a todos os
fieis, é capaz de satisfazer em todas as questões relativas à fé e à moral, pois
em seu depósito interpreta na Bíblia e tradição apostólica ensinando toda a
verdade.
Mas
somente através da Bíblia temos acesso ao que foi ensinado por Cristo
De fato. Contudo, uma
vez interpretando-a mal, não há como compreender o que foi verdadeiramente
ensinado por Cristo. É preciso ter exata compreensão e certeza da doutrina. E a
Bíblia ensina que há coisas na Escritura que são difíceis (cf. 1 Pedro 3, 16),
que a Escritura não é de interpretação particular (1 Pedro 1, 20) e que é
necessário guardar as tradições (1 Ts 2, 14-15). Assim, temos que, por meio da
Bíblia, estabelece-se a Tradição e o Magistério da Igreja. Temos, portanto, o
correto princípio Sola Scriptura.
Gledson Meireles.
Comentário do Livro: Conselhos de Ellen White..., do autor Davi Caldas.
Conselho
57: O sábado e o Sola Scriptura.
Quando se diz que a Igreja modificou o dia de guarda temos que essa mudança foi
feita pela Igreja no tempo dos apóstolos, pelos próprios apóstolos, que
receberam ordem direta de Cristo e/ou foram instruídos pelo Espírito Santo
quanto a isso. Não se pode pensar que foi uma mudança tardia. Não foi uma ordem
do papa. A guarda do domingo é parte do depósito de fé, da tradição apostólica.
É o mesmo que acontece com outras doutrinas, como a do cânon, da divindade de
Cristo, da trindade e outras. Todas essas doutrinas possuem base bíblica. É
óbvio que em alguns momentos os defensores de uma doutrina exigem que seja-lhes
mostrado um texto bíblico explícito sobre determinada doutrina para que a
aceitem. Mas, como podemos ver, a Bíblia ensina muitas coisas explicitamente e
outras menos claramente, mas por meio de princípios, e etc., de forma que o
estudo bíblico sobre as doutrinas cristãs deve ser meticuloso, sincero, bem
orientado e guiado pelo Espírito Santo, segundo a mente da Igreja, que conserva
o depósito da fé. E a teologia do sábado como dia de repouso é totalmente clara,
e preservada na guarda do domingo cristão. Esse ponto pode ser melhor
compreendido quando pensamos nas doutrinas menos explícitas na Escritura. A
trindade é uma doutrina bíblica, mantida na tradição, crida como doutrina
divina e revelada, definida como tradição apostólica. No entanto, o único Deus
do Antigo Testamento é agora revelado como subsistindo em Três Pessoas iguais e
distintas, o que não é claro por nenhum texto bíblico, não tem o “Assim diz o
Senhor”, como frase literal explicitamente escrita, mas tem o Assim diz o
Senhor em princípio, como doutrina revelada na Sagrada Escritura, não possui
texto explícito afirmando o nome trindade nem uma passagem clara com o conceito
inteiro da doutrina, de modo que um estudioso que crê somente na Bíblia e não
tem em consideração a tradição pode chegar a doutrinas divergentes, como
acontece com alguns grupos. Por outro lado, os que creem na doutrina da trindade
aceitam a autoridade da Igreja Católica. O documento Nisto Cremos afirma: “Embora
o Antigo Testamento não ensine explicitamente que Deus é triúno, ele alude à
pluralidade interna da Divindade”. É verdade, mas outros grupos que leem a
Bíblia, e a aceitam como única regra de fé, discordam dessa “pluralidade
interna da Divindade”, que é um dado bíblico. Isso é o mesmo que está afirmando
os teólogos quando dizem que os guardadores do domingo estão sob a autoridade
da Igreja Católica. Não significa que a doutrina não esteja na Bíblia, mas que,
como dizem alguns, não está no sentido de não haver sido escrita de modo claro
e inequívoco. Assim, crer na trindade, guardar o domingo, não seguir as leis alimentares
do Antigo Testamento é admitir a autoridade da Igreja. Alguns protestantes
aceitam umas doutrinas e divergem em relação a outras. O sábado é uma doutrina
em que os adventistas discordam do catolicismo, não que a doutrina não seja
bíblica, mas porque sua mudança não é explícita como exigem os adventistas nesse
pormenor, e por sua adesão à Bíblia somente como regra de fé, e sua confirmação
sobre o sétimo dia por meio da profetisa Ellen White, tal doutrina tornou-se
dogma para o adventismo. Uma vez que Ellen White a confirma em seus escritos,
não é esperado que a IASD tente mudá-la por meio de estudos bíblicos, nem pense
que isso seja possível, pois tem a doutrina como indiscutível. O modo de
entender o sábado está na Bíblia assim como está o conceito da trindade. Uma
vez crendo na autoridade da santa Igreja Católica, como ensinada nas
Escrituras, essas doutrinas se tornarão claras ao leitor da Bíblia. Para o
cristão católico, a Sagrada Escritura é suficiente para provar a guarda do
domingo. A Tradição confirma essa doutrina e prática.
A
afirmação que “a igreja tinha autoridade acima das Escrituras” não é correta. O
que John Eck estava afirmando a Lutero era que a guarda do domingo não era
clara, e a autoridade da Igreja apostólica é que era responsável pela mudança,
deixando a prática sem um escrito inspirado explícito sobre a mesma. Com isso ele
provava que a autoridade da Igreja era necessária para questões de fé. Nesse
ponto, a Igreja está na mesma altura da Escritura pois ensina uma verdade da
Escritura. O mesmo pode ser dito das palavras de Reggio, citadas, pois Cristo
não disse expressamente para guardar o domingo, mas os apóstolos praticaram
esse mandamento e deixaram a observância. Isso prova que Cristo e o Espírito Santo deixou para eles essa prática. Por isso, as palavras de Jonh O.
Brien são claras: “e não sobre um texto explícito da Bíblia”. Não significa que
não esteja na Bíblia, pois está implicitamente. A citação do livro
Ciência e Religião: ensaio de Apologia do Catolicismo, volume 2, tem o mesmo
sentido. Não se trata de dizer que o domingo não tem base bíblica, mas não a
tem explicitamente, de modo que os protestantes que creem somente na Bíblia não
poderiam mostrar a mudança, pois não há lei clara, direta, sobre esse ponto. O
que o Cardeal Gibbons afirmou é que a Bíblia não contem todas as verdades
necessárias para a salvação e não prescreve explicitamente os deveres, mas ao
mesmo tempo conclui que os apóstolos ensinaram a guarda do domingo, mas as
Escrituras não estavam nas mãos de todos para se certificarem disso e porque
não há clareza em todos os pontos nem as mesmas contem todas as verdades salvíficas. Mas
nesse particular a afirmação do cardeal não é correta, pois implicitamente a
Bíblia contem todas as verdades necessárias para a salvação. A Bíblia ensina a
observância do domingo.
Conselho
58: Os que observam o sábado (repouso) no primeiro dia da semana podem tomar a
Bíblia e mostrar que sua posição é correta. Trata-se apenas de um estudo mais
aprofundado do texto sagrado. Há doutrinas que não são facilmente encontradas
pelo leitor superficial. Assim o é a trindade, a divindade de Cristo, a não
obrigatoriedade da circuncisão, que são doutrinas que podem fomentar discussões
quando leitores não acostumados com a fé cristã vão à Bíblia e se deparam com
textos isolados que podem não levá-los ao entendimento correto da doutrina. As
bases para a guarda do domingo estão na Bíblia e podem ser encontradas por um
estudioso atento das Escrituras. O fato do sábado ser guardado desde a Antiga
Aliança é algo evidente, e está no texto dos 10 mandamentos. Mas a mudança da
Lei no Novo Testamento coloca certas questões no campo de discussão para maior
aprofundamento e compreensão. Uma dessas é referente ao sábado, o dia de
descanso. O Novo Testamento diversas vezes traz o tema, mostrando o Senhor
Jesus Cristo ensinando a verdadeira forma de observar o dia de sábado. Mas,
nesse ínterim há duas possibilidades, a da reforma do sábado, onde Cristo
ensina o modo correto de observar esse dia, e a substituição do dia por outro,
o novo dia, feito por Deus, na Nova Aliança. É um fato que o sábado tem foco
importante na doutrina do evangelho. O motivo para isso deve ser procurado. A
IASD pensa que se trata apenas de uma reforma do sábado não introduzindo
mudança do dia, e a ICAR sempre ensinou que de fato há mudança de dia para a
observância do sábado (shabbat). A
visão de Ellen White é uma confirmação do sábado do sétimo dia para a IASD. Com
isso, temos clara autoridade da profetisa sobre a interpretação oficial dos
adventistas, de modo que não estão abertos à mudança quanto a esse ponto
doutrinal. Há alusão das discussões a respeito do sábado entre os primeiros
adventistas, por volta de 1850. Isso prova o que foi mostrado acima, que a
Bíblia no Novo Testamento traz as doutrinas eternas de modo perfeito, e essa
transição do AT para o NT deve ser compreendida de modo profundo. Não se trata,
portanto, de afirmar que o domingo não tem base bíblica e que o sábado é a
forma correta e clara apresentada no NT, como o era no AT. De fato não é assim,
e o irmão adventista do sétimo dia é convidado e aprofundar-se no tema, ainda
que seja difícil abrir-se para essa jornada. As discussões bíblicas sobre esse
assunto tendem a levar o estudioso a entender a espiritualidade do sábado, que
é cumprida hoje no domingo. Com essa atividade os adventistas poderão ver o
quanto os católicos são bíblicos em suas doutrinas. Essa postura no diálogo
pode mudar o olhar que o cristão adventista tem para com o catolicismo.
Conselho
59: A Bíblia é nosso guia. Isso pode igualmente ser dito pelo cristão católico.
Hoje muitos afirmam na apologética que a Bíblia é território protestante, como
se o católico devesse evitar discussões referentes à Bíblia. Nada mais
contrário à realidade. A Bíblia é terreno católico por excelência. As doutrinas
que dependem da tradição para serem demonstradas estão todas em conformidade
com a Bíblia. E uma vez que o adventista do sétimo dia não aceita a sagrada
tradição apostólica como norma de fé, por meio da Bíblia é possível mostrar
toda a doutrina e prática católica, de forma a fazer entender a profundidade da
Palavra de Deus, e não deter-se apenas em leituras superficiais.
Conselho
60: A ICAR também tem essa visão da história, onde Deus está no controle. Santo
Agostinho escreveu nesse sentido. Podemos dialogar sobre essas questões,
principalmente ao tratarmos eventos escatológicos e ponderarmos o lugar que a
ICAR tem nas profecias. Isso pode ajudar muito no entendimento da doutrina
bíblica.
Conselho
61: Ellen White escreve que somente a Bíblia deve ser o nosso refúgio. É comum
na Igreja Católica afirmar sempre que temos a Bíblia, a Tradição e o Magistério
como fontes de autoridade. E o que a Igreja afirma quando o assunto é
diretamente a Bíblia Sagrada? Para muitos protestantes, talvez a maioria, o
ensino católico coloca a tradição acima da Bíblia, o magistério acima da
Bíblia, e etc., de forma que a Escritura Sagrada seria, nesse caso, a menor em
autoridade. No entanto, o caso não é tão simples assim. Não é como parece para
os desavisados. Nessa tríade importante, quando lemos as afirmações da Igreja
em referência à Bíblia, encontramos algo que os protestantes não compreendem: a
Bíblia é para os católicos a única fonte de fé inspirada. Não há como acessar a
tradição por meio inspirado. Ela não foi registrada por hagiógrafos. Assim, a
autoridade da Igreja, que tem as luzes do Espírito Santo, que é o Senhor que
guia a Igreja a toda a verdade, ela pode interpretar os dados da tradição e
trazê-los à luz. Mas também não é inspirada a escrever. Ela possui a
assistência do Espírito Santo para não afastar-se da Palavra de Deus. Assim, a
tradição aparece nos escritos patrísticos, nos costumes católicos, na liturgia,
na arqueologia, nos documentos dos sínodos e concílios, especialmente nos
concílios ecumênicos, e nos documentos papais. E todas as doutrinas da tradição
estão em conformidade com o texto bíblico, não podendo uma sequer estar em
oposição a uma doutrina revelada. A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus. Veja
o que afirma um livro católico sobre a Bíblia: “Não conseguiremos ter “os
mesmos sentimentos de Cristo” (Fl 2, 5) sem ouvir, ler, meditar, estudar e
conhecer a sua santa Palavra.” E, lembrando o que diz São Jerônimo, palavras
que são trazidas, também, no Catecismo, quem não conhece o Evangelho não conhece
a Jesus Cristo (cf. A Sagrada Escritura, coleção escola da fé II, ed. Cléofas. No catecismo está da seguinte forma: “Porquanto
ignorar as Escrituras é ignorar Cristo” (Catecismo da Igreja Católica, número
133). Não é preciso falar mais nada, por é imprescindível para o cristão
católico conhecer a Bíblia.
Gledson Meireles.