sábado, 9 de maio de 2026

Católico, cisma, primeiras igrejas locais, sábado, domingo

Os seguintes temas foram discutidos em um vídeo com o pastor Sezar Cavalcante. Abaixo seguinte um breve comentário.

Os primórdios da Igreja Católica Romana


As primeiras igrejas particulares do tempo apostólicos são, aproximadamente na ordem cronológica: Jerusalém, Samaria, Antioquia da Síria, Damasco, Éfeso, Corinto, Filipos, Tessalônica, Bereia, Roma. A fé de Jerusalém, por exemplo, é a mesma de Roma, já que os apóstolos que mudaram-se para a capital do Império pregaram ali a Palavra de Deus e confirmaram e estabeleceram a comunidade cristã naquela cidade.


A palavra católico

O termo católico vem do grego Kata holos, segundo todo. Isso mostra a abrangência da Igreja bem como do pensamento católico. Alguns assuntos foram tratados na conversa, e que serão brevemente comentados aqui, para maior orientação de quem pretende entender melhor o assunto.

 

O cisma

Não houve separação imediata em 1054 entre a Igreja do Ocidente e a Igreja do Oriente. Isso foi um longo processo histórico culminando em 1054. Dessa forma, para entender que parte da Igreja ficou com a doutrina correta, basta uma profunda análise histórica. Por exemplo, comece pelo cânon da Bíblia.

É necessário o protestante admitir, para início de conversa, que a Igreja Romana é de origem apostólica. Trata-se de um ponto básico.

 

Disparidade gigantesa entre padres apologistas e pastores, e os padres deixam a desejar

Certamente, no debate entre protestantes e católicos, os protestantes mostram-se mais preparados para o embate de ideias. Isso se dá pela maior existência de debates no meio protestante que no católico referente às doutrinas.

Tal coisa não significa despreparo teológico, já que grandes teólogos, com doutrina ortodoxa, podem não se sair bem na exposição da doutrina em uma disputa apologética.

 

O sábado e o domingo

Os adventistas do sétimo dia ensinam que os dez mandamentos estão em vigor, e o sábado do sétimo dia é o dia de observância.

Nisso, concordam com a Igreja Católica sobre a perpetuidade do Decálogo e da obrigação de um dia de guarda, mas diferem quanto ao dia. Os católicos guardam o domingo.

Os demais protestantes geralmente ensinam que o repouso é espiritual, em Cristo, não havendo dia santo para ser observando no decálogo. No entanto, por tradição guardam o domingo.

Esses protestantes mantem o ensino do repouso em Cristo, que também é ensino católico, mas negam a obrigatoriedade de um dia para cumprir o preceito do mandamento. Por outro lado, na prática observam o domingo para cultuar a Deus, mas negam que seja o dia de repouso.

Com isso, temos que os adventistas conservam uma parte do ensino católico e os outros protestantes preservam outra parte. É necessário um estudo aprofundado para desfazer os mal entendidos e chegar ao ensino católico sobre o repouso sabático.


Gledson Meireles.

2 comentários:

  1. ​Os Padres da Igreja ensinaram e acreditaram no Purgatório.
    ​Santo Agostinho de Hipona, Sermões, 411 d.C. — “...não há dúvida de que os mortos são auxiliados, para que o Senhor possa lidar com eles de forma mais misericordiosa do que seus pecados mereceriam. Toda a Igreja observa esta prática que foi transmitida pelos Padres: a de rezar por aqueles que morreram na comunhão do Corpo e Sangue de Cristo...” (William Jurgens, The Faith of the Early Fathers, Vol. 3:1516)
    ​Observe que Santo Agostinho diz que toda a Igreja Cristã reza pelos fiéis defuntos: aqueles que morreram em comunhão adequada com a verdadeira Igreja.
    ​Santo Agostinho, Fé, Esperança e Amor (Enchiridion), 421 d.C. — “Que exista algum fogo desse tipo mesmo após esta vida não é incrível, e pode ser investigado e descoberto, ou deixado oculto, se alguns dos fiéis podem ser salvos — alguns mais lentamente e outros mais rapidamente, no maior ou menor grau em que amaram os bens que perecem — através de um certo fogo purgatorial.” (William Jurgens, The Faith of the Early Fathers, Vol. 3:1920)
    ​Santo Agostinho, Fé, Esperança e Amor (Enchiridion), 421 d.C. — “Nem se pode negar que as almas dos mortos encontram alívio através da piedade de seus amigos e parentes que ainda estão vivos, quando o Sacrifício do Mediador é oferecido por eles, ou quando esmolas são dadas na Igreja.” (William Jurgens, The Faith of the Early Fathers, Vol. 3:1930)
    ​Papa São Gregório Magno, Diálogos (4, 40), 593 d.C. — “Cada um é apresentado em julgamento exatamente como é quando parte desta vida. Mas, no entanto, deve-se acreditar que existe, por causa de certas faltas menores, um fogo purgatorial antes do julgamento, tendo em vista o fato de que a Verdade [Jesus] diz que se alguém proferir blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste mundo nem no que virá [Mateus 12:32]. Nesta afirmação, somos levados a entender que algumas faltas podem ser perdoadas neste mundo e outras no mundo vindouro. Pois se algo é negado a um em particular, o intelecto infere logicamente que é concedido a outros. Mas, como eu disse antes, deve-se acreditar que esta é uma disposição possível para pecados pequenos e menores.” (William Jurgens, The Faith of the Early Fathers, Vol. 3: 2321.)
    ​São Gregório de Nissa, Sermão sobre os Mortos, 383 d.C. — “[um homem]... descobre que não é capaz de participar da divindade até que tenha sido purificado do contágio imundo em sua alma pelo fogo purificador.”
    ​Tertuliano, Monogamia, Pós 213 d.C. — “Uma mulher, após a morte de seu marido, reza pela alma dele e pede que ele possa, enquanto espera, encontrar descanso; e que possa participar da primeira ressurreição. E a cada ano, no aniversário de sua morte, ela oferece o sacrifício.”
    ​São Cirilo de Jerusalém, Leituras Catequéticas, 350 d.C. — “Então fazemos menção também daqueles que já adormeceram... pois acreditamos que será de grande benefício para as almas daqueles por quem a petição é elevada...”
    ​São João Crisóstomo, Homilias sobre 1 Coríntios, 392 d.C. — “Vamos ajudá-los e comemorá-los. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai (Jó 1:5), por que duvidaríamos que nossas ofertas pelos mortos lhes trazem algum consolo? Não hesitemos em ajudar aqueles que morreram e em oferecer nossas orações por eles."
    ​Filipenses 1:6 e outras passagens também provam a doutrina do Purgatório.
    ​Filipenses 1:6
    "Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vós a aperfeiçoará até ao dia de Cristo Jesus."

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