O pastor adventista afirma que se for provado que Moisés ressuscitou, a doutrina da imortalidade da alma é quebrada. A prova estaria em Jd 9 e Mt 17, 1-9. Será?
Leia o artigo aqui para mais entendimento do assunto.
Gledson Meireles.
O pastor adventista afirma que se for provado que Moisés ressuscitou, a doutrina da imortalidade da alma é quebrada. A prova estaria em Jd 9 e Mt 17, 1-9. Será?
Leia o artigo aqui para mais entendimento do assunto.
Gledson Meireles.
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Naquele
dia, Davi teve medo do Senhor e disse: “Como Entrará a arca do Senhor em
minha casa? (2 Sm 6, 9) |
Donde
me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? (Lc 1, 43) |
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Ficou
a arca do Senhor três meses na casa de Obed-Edom de Gat e o Senhor abençoou-o
com toda a sua família. (2 Sm 6, 11) |
Maria
ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa. (Lc 1, 56) |
Vê-se nesses textos que
a arca da aliança trouxe bênçãos para a casa onde ficou, por três meses, e
Maria trouxe o Espírito Santo para a família de Isabel, onde ficou por volta de
três meses também.
A arca trazia a Lei, a
vara de Aarão que floresceu e o maná. A virgem Maria trazia o cumprimento da
Lei, a própria Lei renovada, que é o varão que rege com cetro de ferro e o
definitivo maná. Por isso, ela é, nesse sentido, entendida como a arca da
aliança.
Quando protestantes
modernos vêem qualquer intepretação que ressalte da figura, especialmente, da
virgem Maria, logo levantam a voz como se isso fosse diminuir a Pessoa de
Cristo, uma heresia, algo impensável, proibido, horrível, pecaminoso. O método
de interpretação alegórico é ridicularizado, no mínimo, e tudo o que se
assemelhe, diretamente, a ele é negado. Diretamente, deve-se afirmar, porque
indiretamente, no fundo, quase que imperceptivelmente, isso é usado o tempo
todo, entre protestantes, sem que ninguém reclame. Exemplo disso virá logo a
seguir.
Antes, é importante
notar a afirmação feita em canal do youtube (abaixo) que não há qualquer relação tipo e antitipo e feita sobre a pessoa de Maria. Notavelmente,
de forma direta, isso é verdade, no Novo Testamento. Mas, biblicamente falando,
isso é incorreto dizer.
Outra afirmação que não
se pode fazer é que isso é contra a pessoa e obra de Cristo. De fato, não tem
nada a diminuir Jesus quando se estuda a mariologia com vistas a entender mais
e mais a redenção efetivada por Cristo.
A explicação do método teológico católico por
alguém não-católico é interessante. Geralmente falta alguma coisa.
Em uma pregação recente
sobre Gênesis 3, 14 e seguintes, o pastor não faz qualquer referência a Maria,
conforme a doutrina referida acima. Ele age como realmente um protestante, e
ainda mais reformado.
No
entanto, quando fala das roupas que Adão e Eva fizeram, de folhas de figueira,
para esconder sua nudez após o pecado, em contraste com as vestes de pele de animais, feitas por Deus, para eles, interpreta com louvor a cena como
figura da obra de redenção. Obviamente não é a interpretação gramatico-histórico-literal e sim alegórica, mas é aceita nesse momento.
Quando
em outros contextos afirma que isso não pode ser feito, sem mais nem menos
fazem, sem maiores explicações. Claramente a intepretação está de acordo com a
doutrina bíblica, mas não seria encontrada numa leitura literal, e contraria o
que geralmente dizem como fazer teologia.
Outro
exemplo é o Salmo 69 às vezes citado contra a virgindade de Maria, porque ali
fala-se de filhos da mãe de Davi, o que é interpretado como profecia a respeito
de Jesus, o que afeta o entendimento sobre a figura de Maria.
O
problema é que nenhum livro do Novo Testamento usa esses versículos do Salmo
para falar sobre supostos irmãos de Jesus, nem em contexto onde é mostrada a
incredulidade de parentes do Senhor. Talvez, pelo dito antes, não se pudesse
fazer essas aplicações para não fugir do método gramático-histórico, já que os
evangelistas nunca fizeram tal intperetação.
Por fim, é curiosíssimo ler o Gênesis 3, 15 e não ver Jesus e Maria ali, profetizados. Assim como o Apocalipse 12, 1, sem falar em inúmeros outros textos. Parece que o jeito de fazer teologia entre os reformados mostra que está faltando alguma coisa. Para mais compreensão sobre o tema: aqui.
Gledson Meireles.
Referência:
O Artigo A mulher e o dragão, de
12/09, afirma que a interpretação de que a mulher
é Maria está entre as que não têm “embasamento contextual”. E depois fala com
certeza: “Não há dúvidas, à luz do contexto, de que a mulher seja Israel”.
Bem, poderíamos questionar um pouco:
Pode a mulher ser a Igreja, e a ajuda da terra que
engole as águas que o Dragão vomita contra ela ser a ajuda das nações cristãs
que defendem a Igreja.
De fato, tanto Israel convertido e todas as nações
convertidas formam a Igreja, segundo Romanos 9-11.
Enfim, a figura de Maria, individualizada na mãe do
menino que o Dragão queria tragar, é a intepretação mais segundo o contexto.
Uma vez identificado o Filho, temos a identificação da mãe. É simples.
Outra parte importante é que Maria como mãe da
Igreja, como o que está no verso 17 onde os cristãos são filhos da mulher.
Gledson Meireles.
Paul Helm ensina que a
liberdade humana é compatível com a determinação divina. Isso o inclui na
esfera dos defensores da liberdade determinada. É um verdadeiro calvinista.
Para ele, tudo é determinado, mesmo o mal moral, e que Deus não pode, por isso,
ser responsabilizado como autor do pecado, visto que é necessariamente bom, e
que ordenar o mal não faz autor do mal.
Deus ordenaria a ação má
dos livres agentes humanos, e por isso a ação não seria de Deus, mas do agente
humano. Essa é também a razão pela qual Deus sabe o que será feito. Isso é
importante em toda a argumentação de Paul Helm.
Ele cita Santo Anselmo,
Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, João Calvino, Jonathan Edwards e
outros. A leitura que faz, como se estando em continuidade de pensamento com
todos esses autores, é que, conforme Edwards, partindo desse pensamento, Deus
aparelha todos os eventos de forma a fazer certa e infalível a ação do ser
humano em dada circunstância em que é definida a própria ação.
A respeito das
explicações dos teólogos anglicanos Austin Farrer e Vernon
White apresentadas por Paul, sobre a dupla causalidade, e das diferenças de
intenções de Deus e da criatura, ele afirma que a primeira tese não explica a dupla
causalidade, e que a segunda, que é construída com o exemplo da traição de
Judas, como se o traidor pudesse fazer o que quisesse, livremente, que Deus
introduziria aquele ato no Seu plano, não é aceita porque, segundo Paul Helm, “de
alguma forma” Deus “causa a intenção específica de Judas, e acrescenta o
próprio nível causativo inferior do evento”.
Depois, cita outra
posição, de Nelson Pike, onde Deus interviria nos assuntos terrenos quando
fosse necessário. A isso Paul Helm responde que seria preciso esperar que os
fatos acontecessem para fazer ajustes no plano.
Primeiro, para Helm
Deus não pode conhecer os fatos de criaturas livres. Isso é explicado no
presente estudo, e é devidamente refutada a posição calvinista.
Após isso, ele ensina
que é compatível ter uma liberdade determinada por Deus. Segundo os exemplos,
onde Deus não somente prepararia o estado de eventos mas a intenção de pecado
no agente humano e garantiria que tudo ocorresse como decretado, não há como
ajustar isso biblicamente, como será esclarecido no decorrer do presente
estudo.
Paul Helm crê na
providência minuciosa de Deus, livre de riscos, como chama essa visão. Também
crê que Deus não compele ninguém para agir, o que prejudicaria a liberdade e a
responsabilidade humana. E, por último, nega que Deus seja o autor do pecado, e
tenta ajustar tudo isso sem contrariar os dados bíblicos.
O(a) leitor(a) já deve
estar raciocinando como isso pode ser feito, se na visão reformada de Helm,
Deus só conhece o que decretou, se o homem é livre mas determinado, se todas as
circunstâncias e intenções para que algo aconteça estão preordenadas
infalivelmente para acontecer.
O autor nega a
presciência divina, a verdadeira liberdade humana, e não contribui logicamente
para harmonizar o que chama de providência isenta de riscos com a
responsabilidade humana. Ainda há muito o que trabalhar com os dados do teólogo
reformado, mas já estão aqui elementos importantes que fazem parte da sua
posição, e que revelam as suas dificuldades.
Gledson Meireles.
Obviamente não se pode refutar um enorme artigo como o referido no título com apenas poucas palavras como aqui será feito.
O que se pode, porém, é por o(a) leitor(a) em alerta para que busque mais bases bíblicas para as doutrinas que acredita.
Então, a passagem de 1 Tessalonicenses 1, 8-9 é uma das maiores provas da realidade do inferno como punição eterna, e não temporária. De fato, está escrito, no versículo 9, que: "Eles sofrerão como castigo a perdição eterna, longe da face do Senhor e da sua suprema glória". Se estarão longe de Deus é porque continuarão a existir, e por isso essa perdição eterna é realmente interminável.
Portanto, isso não soa como aniquilacionismo, mas que os réprobos contintuam a existir longe da presença graciosa de Deus, como punição para os seus pecados.
O mesmo está no Salmo 73, 20, onde é comparada a perdição dos ímpios a um sonho quando se acorda:
“Como de um sonho ao se despertar, Senhor, levantando-vos, desprezais a sombra deles”.
Ao invés da tradução apresentada no artigo “tu os farás desaparecer”, temos “desprezais a sombra deles”, ou seja, a forma deles, onde a versão Almeida Corrigida Fiel traz: “desprezarás a aparência deles”, o que tem referência à alma, ou mesmo à sua existência.
Ser desprezado por Deus é estar na infelicidade, que é encontrada somente em Deus. Não é necessariamente uma referência ao sonho que para de existir ao acordar o sonhador, como se isso fosse a realidade do destino dos ímpios.
Na verdade, como um sonho é desprezado
e esquecido, assim o Senhor desprezará a sombra dos ímpios. Não se fala aqui de
extinção, aniquilação, e por isso o texto não serve de prova para o aniquilacionismo. É apenas
início de conversa.
Gledson Meireles.
O plano de Deus para o mundo inclui a permissão do pecado. Isso é realmente permissão, e não uma palavra usada sem sentido, como acontece várias vezes no pensamento reformado, e que foi diretamente negada por Calvino. A permissão é uma realidade, como será explicado mais adiante.
A Vontade antecedente de Deus de salvar a todos inclui a real e verdadeira possibilidade de todos cumprirem Seus mandamentos (cf. 1 Tm 2,4). Em segundo lugar há a Vontade consequente de salvar a todos que realmente serão salvos. Temos, então, a predestinação, que é, conforme Garrigou-Lagrange, a parte mais alta da providência (cf. João 3, 16; João 15, 5; Rm 8, 28-30).
Nesse ínterim, há a diferença entre a Providência geral, que provê a possibilidade de salvação a todos, e a predestinação, que leva os eleitos ao fim preordenado. Deus conhece eternamente todos os resultados. Deus faz a pedra cair necessariamente e o homem agir livremente. Deus move cada criatura segundo a natureza que Ele deu à criatura. Essa verdade parece não ser contemplada pela doutrina reformada.
Cumprindo a vontade de Deus podemos nos abandonar ao Seu beneplácito, mesmo escondido e misterioso. Isso é a forma mais alta da esperança. Lagrange mostra o estudo de Santo Tomás dos textos da Bíblia que falam da predestinação, da sua gratuidade e infalibilidade. E afirma que Judas poderia ter se arrependido, mas não o fez. Grande verdade.
A doutrina reformada não faz afirmações assim. Certamente. E, pelos seus cânones, não pode fazê-las. Na doutrina católica o mistério está em harmonizar a vontade de Deus de salvar a todos e a predestinação de salvar certo número de pessoas que somente Ele conhece.
Quando Cristo afirma que poderia uma geração converter-se se visse Seus milagres, alguns perguntam por que então Deus não proveu a superabundância de meios para salvar aqueles? Essa questão parece não compreender o seguinte preceito de justiça. Deus sabe de todas as coisas e provê o suficiente para que tudo corra bem, para que o bem aconteça. Jesus fez milagres em cidades que não se converteram e revelou que nas mesmas circunstâncias outras cidades seriam convertidas.
Isso mostra que aqueles eram piores que os demais. Também mostra que as graças que receberam eram maiores. Ainda assim, não foram convertidos. Cristo deu graças suficientes para esses, embora não puderam ser convertidos.
Tudo isso mostra que Deus deu graças suficientes para aqueles, no tempo referido por Cristo. Dar mais do que é justo não é obrigação, pois não há motivo para forçar a escolha, em nenhum sentido, nem naquele onde há mudança de vontade, o que daria no mesmo. Deus não mudaria a vontade de alguém que Ele sabia que mesmo sob a moção da graça suficiente iria voltar atrás. Tudo isso está de acordo com a doutrina do livre-arbítrio.
Naquilo que é gratuito não há obrigação nenhuma, muito menos a de suprir com meios mais que suficientes, acima de todas as medidas, como que a implorar a conversão. Isso não é necessário para a justiça, e Deus não o faz. É o que nos ensina a Revelação. Quanto ao que ensina a teologia reformada, o cristão é obrigado a pensar que Deus não quis simplesmente que aqueles fossem salvos, e por isso não providenciou meios pelos quais iriam ser salvos, e não os predestinou.
Ao invés disso, os preordenou para a condenação. Isso faz alguns pensar que Deus deveria ter salvado a todos, em todas as épocas, porque todos são maus, o que redundaria em universalismo, quando vse pensa na justiça, ou que simplesmente criou seres humanos para preordená-los à condenação sem qualquer possibilidade de serem salvos, contrariando a Bíblia. Essas duas opções necessárias nesse contexto não existem na verdadeira doutrina.
Afirmar que Deus quer simplesmente a salvação de uns e condenação de outros somente para mostrar a Sua glória não resolve a questão a contraria o caráter de Deus.
Dessa forma, tanto os que foram condenados naquele tempo e nos dias de Cristo, todos o foram por própria culpa. Mistério: Harmonizar a predestinação gratuita com a vontade de salvar a todos.
1º: Não há contradição: só se a vontade salvífica fosse ilusória, ou os preceitos impossíveis. E sabemos que Deus realmente quer a salvação de todos, e que os mandamentos são possíveis de serem observados.
2º: Deus nunca ordena o impossível e ninguém seria melhor que outro não fosse ele amado mais por Deus.
Ainda, os mandamentos de Deus são possíveis de serem obedecidos e o amor com que Deus ornou os eleitos deve-se a que eles ganharam graça sobre graça, sendo mais agraciados e, assim, mais amados, enquanto que outros deixaram a primeira graça e a rejeitaram de forma que não continuaram no caminho da salvação. Essas duas verdades guiam o pensamento nessa questão.
Gledson Meireles.
Fonte: GARRIGOU-LAGRANGE O. P., Reginald. Reality: A Synthesis of Thomistic Thought. https://www.ewtn.com/catholicism/library/reality-a-synthesis-of-thomistic-thought-10148
Uma palavra sobre a fé Reformada em geral Para aqueles que desejam conhecer a doutrina reformada em seu aspecto mais amplo, leiam o livro Os Presbiterianos, do Pe. Rumble, onde ele trata das características gerais dessa denominação.
Para os que estão lendo o presente estudo, perceberão que está em uma discussão acirrada envolvendo a base doutrinal da fé Reformada, das doutrinas da graça, de modo que o(a) leitor(a) estará envolvido(a) em discussão de temas bastante importantes e difíceis de lidar.
Que o Senhor nos ajude a compreender a Sua mensagem e a deixar o que não está de acordo com ela. Esse pensamento católico é o mesmo que o reformado tem, e o desejo é de que a heresia seja refutada. Portanto, ao avaliar a teologia reformada nos pontos em questão à luz da Bíblia e da doutrina católica, muitos frutos de graça serão colhidos.
Diferentemente de uma visão panorâmica, aqui está sendo preferido os pontos fundamentais da doutrina reformada, para serem discutidos, pois a partir deles é que as outras doutrinas que orientam a vida do cristão reformado tem sua sustentação. Ler o livro do Pe. Dr. Rumble e depois este aqui, irá ser de muito proveito para quem deseja conhecer mais a doutrina cristã católica e servir a Deus crendo na verdadeira doutrina que Jesus ensinou.
O padre Rumble afirma de Calvino: “visto nunca ter sido ardorosamente religioso”, e da conversão do reformador em 1532, “conversão súbita”. As ênfases de João Calvino eram a Majestade de Deus e a pecaminosidade do homem. Sistema de Calvino: não baseado realmente na Bíblia. Cita o Dr. Clifford, para essa afirmação. Clifford era batista. Vemos que Michael Horton tenta refutar esse pensamento. As Institutas, ou Instituição da Religião Cristã, foi escrita por Calvino aos 27 anos.
A doutrina reformada tem a Bíblia como única fonte de fé e a justificação pela fé somente. A sua lógica leva à doutrina da dupla predestinação. Fala-se bastante da absoluta soberania de Deus e da total depravação do homem. Calvino não seguiu Lutero na doutrina da Igreja invisível. Propôs a Igreja independente da autoridade secular. O povo de Genebra revoltou-se contra do duque de Savoia, e Guilherme Farel aproveitou-se da circunstância para estabelecer o Protestantismo. A Igreja Reformada agiu com garra de aço.
O padre Rumble fala da integridade da vida moral de Calvino. Igrejas Presbiterianas Reformadas disseminaram-se na Suíça, Holanda, França, Alemanha e Escócia. Escreve o padre Rumble: “De fato, como sistema teológico, o Calvinismo está morto; e, se sobrevive como forma de governo eclesiástico, é em dose muito modificada”.
O padre John Knox foi influenciado pelo Protestantismo, tornando-se protestante em 1546, sob influencia de outro ex-padre, George Wishart, e tornou-se um dos principais estabelecedores do Presbiterianismo. Foi para a Inglaterra, sob Cranmer, e tornou-se capelão. Foi contrário ao celibato. Casou-se duas vezes.
Vários ex-sacerdotes foram os fundadores da Igreja Presbiteriana Escocesa. André Melville foi o verdadeiro fundador do Presbiterianismo na Escócia. Fala-se que Knox era um fánatico sincero. Ainda, para os dias de 1960, é dito que muitos estão voltando a uma direção católica relativamente à Bíblia. A favor do Calvinismo O livro de Michael Horton é, nas palavras de Roger Olson, informativo, engajado, claro e auto-crítico.
Horton afirma que muitos não compreendem o que o Calvinismo ensina e ao que ele logicamente leva. Mas por que a história do Calvinismo não está de acordo com os estereótipos que pessoas lhe tem dado? Por que muitos frutos que o Calvinismo apresenta não parece surgir das premissas que ele prega? Qual a razão do sucesso desse sistema, e por que está ele em renovação nos tempos atuais, a ponto de estar em crescimento e vigor?
Bom observar a distinção de Michael Horton entre o Calvinismo ortodoxo, e o hiper-calvinismo, o exagerado, que não representa o que será analisado neste estudo. O teólogo evangélico Clark Pinock afirmou a diminuição do Calvinismo em 1980, e em 2009 o Novo Calvinismo surge com força. Por quê?
Horton trata das raízes bíblicas históricas do Calvinismo e o contexto para o interesse renovado pela fé reformada. Com isso em vista, será considerado o que Horton apresenta, e ainda será dada uma contribuição para entender o motivo mais profundo da adesão de muitos ao credo reformado.
O resumo dos cinco pontos calvinistas é de importância, pois são esses os principais focos de análise neste estudo. Pelo que o Calvinismo ensina, de acordo com a exposição de Michael Horton, a fé reformada nesses pontos pode ser explicada assim: A depravação total tem a ver com a extensão da escravidão do pecado no homem, incluindo a vontade. Tudo no homem foi infectado pelo pecado. Não totalmente, é claro, mas nenhuma parte do homem ficou sem ser tocada por esse mal.
A eleição incondicional ensina que Deus escolheu pessoas desde a eternidade para serem salvas, sem ter previsto nada a respeito delas. Não há condição alguma para a escolha, apenas a vontade de Deus. A expiação limitada ensina que Cristo morreu somente pelos eleitos. A graça irresistível ensina que o Espírito Santo une o pecador a Cristo, e a fé é o resultado da regeneração. A perseverança dos santos ensina que todos os eleitos recebem o dom da perseverança, e nenhum é perdido. O autor chama de doutrinas da graça o sistema calvinista.
É comum ver não-calvinistas afirmarem que quando conheceram as doutrinas da graça tiveram uma conversão real, ou que passaram realmente a entender o evangelho, ou que já tinham certa intuição dessas verdades antes de encontrá-las, e coisas do tipo. São aqueles reformados que tiveram um passado arminiano, na maioria das vezes, e procuram agora com todas as forças pregar a teologia reformada. Que o estudo seja de grande proveito para todos os sinceros cristãos que buscam a verdade. Obs.: o texto acima é parte do estudo dos cinco pontos da Teologia Reformada.
Gledson Meireles.