Naquele
dia, Davi teve medo do Senhor e disse: “Como Entrará a arca do Senhor em
minha casa? (2 Sm 6, 9) |
Donde
me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? (Lc 1, 43) |
Ficou
a arca do Senhor três meses na casa de Obed-Edom de Gat e o Senhor abençoou-o
com toda a sua família. (2 Sm 6, 11) |
Maria
ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa. (Lc 1, 56) |
Vê-se nesses textos que
a arca da aliança trouxe bênçãos para a casa onde ficou, por três meses, e
Maria trouxe o Espírito Santo para a família de Isabel, onde ficou por volta de
três meses também.
A arca trazia a Lei, a
vara de Aarão que floresceu e o maná. A virgem Maria trazia o cumprimento da
Lei, a própria Lei renovada, que é o varão que rege com cetro de ferro e o
definitivo maná. Por isso, ela é, nesse sentido, entendida como a arca da
aliança.
Quando protestantes
modernos vêem qualquer intepretação que ressalte da figura, especialmente, da
virgem Maria, logo levantam a voz como se isso fosse diminuir a Pessoa de
Cristo, uma heresia, algo impensável, proibido, horrível, pecaminoso. O método
de interpretação alegórico é ridicularizado, no mínimo, e tudo o que se
assemelhe, diretamente, a ele é negado. Diretamente, deve-se afirmar, porque
indiretamente, no fundo, quase que imperceptivelmente, isso é usado o tempo
todo, entre protestantes, sem que ninguém reclame. Exemplo disso virá logo a
seguir.
Antes, é importante
notar a afirmação feita em canal do youtube (abaixo) que não há qualquer relação tipo e antitipo e feita sobre a pessoa de Maria. Notavelmente,
de forma direta, isso é verdade, no Novo Testamento. Mas, biblicamente falando,
isso é incorreto dizer.
Outra afirmação que não
se pode fazer é que isso é contra a pessoa e obra de Cristo. De fato, não tem
nada a diminuir Jesus quando se estuda a mariologia com vistas a entender mais
e mais a redenção efetivada por Cristo.
A explicação do método teológico católico por
alguém não-católico é interessante. Geralmente falta alguma coisa.
Em uma pregação recente
sobre Gênesis 3, 14 e seguintes, o pastor não faz qualquer referência a Maria,
conforme a doutrina referida acima. Ele age como realmente um protestante, e
ainda mais reformado.
No
entanto, quando fala das roupas que Adão e Eva fizeram, de folhas de figueira,
para esconder sua nudez após o pecado, em contraste com as vestes de pele de animais, feitas por Deus, para eles, interpreta com louvor a cena como
figura da obra de redenção. Obviamente não é a interpretação gramatico-histórico-literal e sim alegórica, mas é aceita nesse momento.
Quando
em outros contextos afirma que isso não pode ser feito, sem mais nem menos
fazem, sem maiores explicações. Claramente a intepretação está de acordo com a
doutrina bíblica, mas não seria encontrada numa leitura literal, e contraria o
que geralmente dizem como fazer teologia.
Outro
exemplo é o Salmo 69 às vezes citado contra a virgindade de Maria, porque ali
fala-se de filhos da mãe de Davi, o que é interpretado como profecia a respeito
de Jesus, o que afeta o entendimento sobre a figura de Maria.
O
problema é que nenhum livro do Novo Testamento usa esses versículos do Salmo
para falar sobre supostos irmãos de Jesus, nem em contexto onde é mostrada a
incredulidade de parentes do Senhor. Talvez, pelo dito antes, não se pudesse
fazer essas aplicações para não fugir do método gramático-histórico, já que os
evangelistas nunca fizeram tal intperetação.
Por fim, é curiosíssimo ler o Gênesis 3, 15 e não ver Jesus e Maria ali, profetizados. Assim como o Apocalipse 12, 1, sem falar em inúmeros outros textos. Parece que o jeito de fazer teologia entre os reformados mostra que está faltando alguma coisa. Para mais compreensão sobre o tema: aqui.
Gledson Meireles.
Referência:
Jesus é Deus, Maria é mãe de Jesus como um todo, logo Maria é mãe de Deus. O corpo de Jesus era e é também 100% humano e 100% divino assim cre o Cristianismo.
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