quinta-feira, 9 de abril de 2026

Debate: 1 evangélico vs. 25 católicos

O apologista Bruno Lima comentou a respeito do debate "1 evangélico vs. 25 católicos" e fez certas colocações sobre o celibato e a invocação dos santos.

Segue abaixo uma breve reflexão que serve de refutação às colocações feitas.

Celibato obrigatório

Se a Bíblia não oferece uma regra a respeito do celibato ou do matrimônio, isso significa que há liberdade para escolha entre os dois modos de vida. Isso significa também que não há a regra de que deve haver liberdade para a escolha, mas que essa é a situação, sem prescrição nenhuma.

Exposição. Se a Igreja introduzir a disciplina de que os sacerdotes devem ser escolhidos entre homens casados, essa regra é conforme a doutrina bíblica, porque há liberdade para isso. Se a Igreja optar por ordenar homens que tenham a vocação para o celibato, essa também é uma norma bíblica, porque a Igreja tem liberdade para agir assim.

O que os protestantes atuais tentam defender na apologética é algo que não percebem. De fato, o que propõem contra o celibato pressupõe a existência de uma lei que proíbe promulgar lei nesse sentido.

É como se houvesse uma lei da liberdade de escolha entre matrimônio e celibato, e assim não poderia haver qualquer uma das alternativas como lei, pois seria proibido à Igreja optar por uma delas somente. Mas não há lei alguma dessa natureza na Bíblia.

Em outras palavras, a Bíblia não diz que é proibido legislar nesse sentido. Não diz que não se deve impor o celibato nem que não se deve impor o matrimônio nem que se deve deixar o caso aberto para cada candidato escolher. A Igreja tem liberdade para escolher o que parece mais conveniente e de acordo com a participação no único sacerdócio de Cristo.

Assim, a Bíblia não ensina:

1.      É necessário ser celibatário.

2.      É necessário ser casado.

3.      É necessário deixar livre a escolha entre ser celibatário ou ser casado.

Isso tornaria a questão assim:

1.      É proibido ser casado (no caso 1)

2.      É proibido ser celibatário (no caso 2)

3.      É proibido impor uma lei nessa questão (no caso 3)

O protestante não pode provar biblicamente a questão 3.

Portanto, está refutada essa posição.

 

Oração aos santos

Em Ap 5, 8 está escrito: “quando recebeu o livro, os quatro Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações dos santos).

Em Ap 8, 3 está escrito: “Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono”.

O texto afirma que os anciãos e os quatro seres viventes estão com as orações dos santos. Não está revelado que as orações a Deus não poderiam ser por meio da intercessão dos santos do céu. Apenas diz que eles estão com as orações dos santos da terrra.

Depois, o anjo recebe perfumes para que coloque no altar de ouro junto com as orações dos santos.

Deus recebe as orações. No entanto, elas são oferecidas por meio dos santos e anjos no céu. Não está escrito que essas orações não foram feitas através de pedidos de intercessão, mas somente que são orações dos santos.

Dessa forma, qualquer ideia que negue a invocação para intercessão dos santos do céu é algo que não está no texto bíblico. Pelo contrário, toda a cena implica que há essas ações.

Gledson Meireles.

 

 

 

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