O apologista Bruno Lima comentou a respeito do debate "1 evangélico vs. 25 católicos" e fez certas colocações sobre o celibato e a invocação dos santos.
Segue abaixo uma breve reflexão que serve de refutação às colocações feitas.
Celibato obrigatório
Se a Bíblia não oferece
uma regra a respeito do celibato ou do matrimônio, isso significa que há
liberdade para escolha entre os dois modos de vida. Isso significa também que
não há a regra de que deve haver liberdade para a escolha, mas que essa é a
situação, sem prescrição nenhuma.
Exposição.
Se a Igreja introduzir a disciplina de que os sacerdotes devem ser escolhidos
entre homens casados, essa regra é conforme a doutrina bíblica, porque há
liberdade para isso. Se a Igreja optar por ordenar homens que tenham a vocação
para o celibato, essa também é uma norma bíblica, porque a Igreja tem liberdade
para agir assim.
O que os protestantes
atuais tentam defender na apologética é algo que não percebem. De fato, o que propõem
contra o celibato pressupõe a existência de uma lei que proíbe promulgar lei
nesse sentido.
É como se houvesse uma
lei da liberdade de escolha entre matrimônio e celibato, e assim não poderia
haver qualquer uma das alternativas como lei, pois seria proibido à Igreja optar
por uma delas somente. Mas não há lei alguma dessa natureza na Bíblia.
Em outras palavras, a
Bíblia não diz que é proibido legislar nesse sentido. Não diz que não se deve
impor o celibato nem que não se deve impor o matrimônio nem que se deve deixar
o caso aberto para cada candidato escolher. A Igreja tem liberdade para
escolher o que parece mais conveniente e de acordo com a participação no único
sacerdócio de Cristo.
Assim, a Bíblia não
ensina:
1. É
necessário ser celibatário.
2. É
necessário ser casado.
3. É
necessário deixar livre a escolha entre ser celibatário ou ser casado.
Isso tornaria a questão
assim:
1. É
proibido ser casado (no caso 1)
2. É
proibido ser celibatário (no caso 2)
3. É
proibido impor uma lei nessa questão (no caso 3)
O protestante não pode
provar biblicamente a questão 3.
Portanto, está refutada
essa posição.
Oração aos santos
Em Ap 5, 8 está
escrito: “quando recebeu o livro, os
quatro Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro,
tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações
dos santos).”
Em Ap 8, 3 está
escrito: “Adiantou-se outro anjo e pôs-se
junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos
perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de
ouro, que está adiante do trono”.
O texto afirma que os
anciãos e os quatro seres viventes estão com as orações dos santos. Não está
revelado que as orações a Deus não poderiam ser por meio da intercessão dos
santos do céu. Apenas diz que eles estão com as orações dos santos da terrra.
Depois, o anjo recebe
perfumes para que coloque no altar de ouro junto com as orações dos santos.
Deus recebe as orações.
No entanto, elas são oferecidas por meio dos santos e anjos no céu. Não está
escrito que essas orações não foram feitas através de pedidos de intercessão,
mas somente que são orações dos santos.
Dessa forma, qualquer ideia
que negue a invocação para intercessão dos santos do céu é algo que não está no
texto bíblico. Pelo contrário, toda a cena implica que há essas ações.
Gledson Meireles.
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