Dizem: Deus não existe, a morte é o fim natural e aniquilação do ser, só isso.
Para o ateísmo a vida não tem sentido. É o que parece pelos argumentos sobre a morte. A morte, e a sua causa, seja ela de que tipo for, é apenas um fato sem explicação metafísica. A justiça praticamente não existe.
É assim que os ateus creem, e parece não perceberem que essa
limitação de pensamento não é o que a razão determina.
Pois bem. Em vez de crerem no Deus Soberano que conhece todas
as coisas e governa o universo com Seu poder, sabedoria, bondade e justiça, preferem
crer nas forças físicas, que seriam eternas, isso mesmo, essas forças sempre
existiram sem criador, que agem com regularidade, sem inteligência, o que já
não faz sentido, e que por meio da lógica, do modo pelo qual o pensamento humano
funciona, com essas leis também eternas do pensamento do ser humano, concluem
que não há explicação para a morte, por exemplo, e estão satisfeitos com isso,
ou afirma-se até mesmo que não há explicação conhecida para o fato, desde de
que a hipótese de Deus esteja longe de qualquer possibilidade de explicação. No
fundo há um desejo e uma força agindo contra a ideia de Deus.
Aqui se vê a eternidade de Deus ser colocada na matéria
eterna. A inteligência de Deus ser transferida para a inteligência humana,
agindo desde a eternidade nos indivíduos, e a partir desses, nos grupos
humanos, falíveis, débeis e mortais. Ou seja, o pensamento, que é algo tão
sublime, é apenas parte do “deus” homem que, na verdade, é um “deus” sem grande
força e fadado ao fim.
O que as leis do pensamento tendem a apontar para o Deus
Todo-Poderoso e Eterno, os ateus desviam para o ser humano sem si, o que não é
algo que a razão propõe, mas que é uma conclusão que, no fim das contas, e
refutada pela própria razão.
Escolher não crer no Ser eterno e todo-poderoso e usar a
lógica para fundamentar a ideia de que não existe uma inteligência eterna que é
fonte da inteligência humana, é colocar a lógica humana acima de todas as
coisas, é algo bastante limitado.
Esse lugar só poderia ser ocupado pelo Deus eterno, e a
inteligência humana, na sua vaidade, quer esse espaço. Quando o universo regido
por leis físicas naturais, e o pensamento funcionando por leis da lógica e do
pensamento, dá espaço à ideia de que não há nada anterior a essa realidade, que
faça sentido e lhe dê sentido, quando o próprio pensamento exige esse sentido,
que é praticamente intuitivo, e decidir
que deveria calar-se para aceitar a simples ideia de que tudo acabará e não há
justiça alguma para ser feita, é realmente crer no “deus” homem tão débil, no
lugar do Deus Todo-Poderoso espiritual e eterno. De fato, é essa a única coisa
que o pensamento ateu consegue colocar no lugar de Deus, pelo que podemos entender,
logicamente, do argumento acima comentado.
Se alguém disser que é assim mesmo e que nada faz sentido e
que a matéria e tudo o que existe e no fim, e que o homem é deus, e a morte é
nada mais que a aniquilação do ser, pode-se responder: tudo bem, mas não diga
que essa conclusão é a melhor. É apenas a que você escolheu e julgou ser a
irrefutável verdade. Diante do que se vislumbra do comentário acima, ela é
bastante fraca e contradiz a razão que a concebeu. É lastimável. Entretanto, não
pode suplantar a verdade sobre Deus.
Gledson Meireles.
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