domingo, 21 de junho de 2026

Mais reflexão sobre um argumento do ateísmo

Dizem: Deus não existe, a morte é o fim natural e aniquilação do ser, só isso.

Para o ateísmo a vida não tem sentido. É o que parece pelos argumentos sobre a morte. A morte, e a sua causa, seja ela de que tipo for, é apenas um fato sem explicação metafísica. A justiça praticamente não existe.

É assim que os ateus creem, e parece não perceberem que essa limitação de pensamento não é o que a razão determina.

Pois bem. Em vez de crerem no Deus Soberano que conhece todas as coisas e governa o universo com Seu poder, sabedoria, bondade e justiça, preferem crer nas forças físicas, que seriam eternas, isso mesmo, essas forças sempre existiram sem criador, que agem com regularidade, sem inteligência, o que já não faz sentido, e que por meio da lógica, do modo pelo qual o pensamento humano funciona, com essas leis também eternas do pensamento do ser humano, concluem que não há explicação para a morte, por exemplo, e estão satisfeitos com isso, ou afirma-se até mesmo que não há explicação conhecida para o fato, desde de que a hipótese de Deus esteja longe de qualquer possibilidade de explicação. No fundo há um desejo e uma força agindo contra a ideia de Deus.

Aqui se vê a eternidade de Deus ser colocada na matéria eterna. A inteligência de Deus ser transferida para a inteligência humana, agindo desde a eternidade nos indivíduos, e a partir desses, nos grupos humanos, falíveis, débeis e mortais. Ou seja, o pensamento, que é algo tão sublime, é apenas parte do “deus” homem que, na verdade, é um “deus” sem grande força e fadado ao fim.

O que as leis do pensamento tendem a apontar para o Deus Todo-Poderoso e Eterno, os ateus desviam para o ser humano sem si, o que não é algo que a razão propõe, mas que é uma conclusão que, no fim das contas, e refutada pela própria razão.

Escolher não crer no Ser eterno e todo-poderoso e usar a lógica para fundamentar a ideia de que não existe uma inteligência eterna que é fonte da inteligência humana, é colocar a lógica humana acima de todas as coisas, é algo bastante limitado.

Esse lugar só poderia ser ocupado pelo Deus eterno, e a inteligência humana, na sua vaidade, quer esse espaço. Quando o universo regido por leis físicas naturais, e o pensamento funcionando por leis da lógica e do pensamento, dá espaço à ideia de que não há nada anterior a essa realidade, que faça sentido e lhe dê sentido, quando o próprio pensamento exige esse sentido, que é praticamente intuitivo,  e decidir que deveria calar-se para aceitar a simples ideia de que tudo acabará e não há justiça alguma para ser feita, é realmente crer no “deus” homem tão débil, no lugar do Deus Todo-Poderoso espiritual e eterno. De fato, é essa a única coisa que o pensamento ateu consegue colocar no lugar de Deus, pelo que podemos entender, logicamente, do argumento acima comentado.

Se alguém disser que é assim mesmo e que nada faz sentido e que a matéria e tudo o que existe e no fim, e que o homem é deus, e a morte é nada mais que a aniquilação do ser, pode-se responder: tudo bem, mas não diga que essa conclusão é a melhor. É apenas a que você escolheu e julgou ser a irrefutável verdade. Diante do que se vislumbra do comentário acima, ela é bastante fraca e contradiz a razão que a concebeu. É lastimável. Entretanto, não pode suplantar a verdade sobre Deus.

Gledson Meireles.

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